Saiba como detectar os primeiros sinais do silencioso câncer de pâncreas

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A morte do cantor norte-americano D’Angelo, aos 51 anos, vítima de câncer de pâncreas, reacendeu o alerta para uma das doenças mais agressivas e silenciosas do organismo humano. O tumor pancreático é mais comum a partir dos 50 anos e apresenta alta taxa de mortalidade devido à dificuldade de diagnóstico precoce.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 11.490 novos casos da doença em 2025, sendo 5.980 em homens e 5.510 em mulheres. Embora represente apenas 2,6% dos diagnósticos de câncer, o tumor pancreático responde por cerca de 4% das mortes por câncer no país. A taxa de sobrevivência média após cinco anos é inferior a 10%.

O pâncreas é uma glândula localizada na parte superior do abdômen, atrás do estômago. Ele produz enzimas digestivas e hormônios que regulam a glicose, como a insulina. O tipo mais comum da doença é o adenocarcinoma ductal pancreático, caracterizado pelo crescimento anormal de células nos ductos da glândula.

A Mayo Clinic, centro médico de referência nos Estados Unidos, explica que o câncer de pâncreas costuma ser descoberto em estágios avançados, quando já se espalhou para outros órgãos, o que reduz as chances de cura.

Os sinais da doença são sutis e facilmente confundidos com problemas digestivos, o que dificulta a detecção precoce. Entre os principais sintomas estão:

Dor abdominal que irradia para as costas;

Perda de apetite e emagrecimento sem causa aparente;

Pele e olhos amarelados (icterícia);

Fezes esbranquiçadas ou flutuantes;

Urina escura;

Coceira na pele;

Náuseas e fraqueza constante;

Diagnóstico recente de diabetes ou piora no controle da doença;

Inchaço e dor em braços ou pernas por formação de coágulos.

O tratamento varia conforme o estágio do tumor e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinação dessas abordagens.

Por ser um câncer silencioso, a prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados. Especialistas recomendam:

Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;

Manter alimentação equilibrada e controle do peso;

Fazer exames periódicos, especialmente quem tem histórico familiar da doença.

O INCA reforça que identificar o câncer em fase inicial aumenta significativamente as chances de sobrevida e melhora a resposta ao tratamento.