Papa denuncia violência no Sudão e pede diálogo e ajuda humanitária

Ele defende ação decisiva para apoiar esforços de socorro.

CRISPIAN BALMER - DA AGêNCIA REUTERS


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O papa Leão apelou neste domingo (2) para um cessar-fogo imediato e para a abertura de corredores humanitários no Sudão, dizendo que estava acompanhando com 'grande pesar' os relatos de terrível brutalidade na cidade de Al-Fashir, em Darfur.

'A violência indiscriminada contra mulheres e crianças, os ataques a civis indefesos e os sérios obstáculos à ação humanitária estão causando um sofrimento inaceitável', disse o papa durante seu discurso semanal no Angelus para multidões na Praça de São Pedro.

Ele conclamou a comunidade internacional a agir de forma 'decisiva e generosa' para apoiar os esforços de socorro.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse na sexta-feira (31) que centenas de civis e combatentes desarmados podem ter sido mortos no final de outubro, quando as Forças de Apoio Rápido paramilitares capturaram Al-Fashir, o último grande reduto do exército sudanês em Darfur.

Fuga em massa

A cidade caiu há uma semana, depois de um cerco de 18 meses, levando dezenas de milhares de pessoas a fugir.

O papa Leão também abordou a situação na Tanzânia, dizendo que houve confrontos com muitas vítimas após as recentes eleições nacionais. Ele pediu a todas as partes que evitem a violência e 'sigam o caminho do diálogo')