Alerta no Novembro Azul: uso recreativo de remédios para disfunção erétil pode causar riscos graves à saúde

Anvisa reforça que Viagra, Cialis e similares estão sendo usados sem prescrição, inclusive em produtos irregulares, e adverte sobre infarto, AVC e dependência.

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Durante a campanha Novembro Azul, voltada à saúde masculina, autoridades sanitárias e médicos acendem um sinal de alerta para o uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, como sildenafila (Viagra), tadalafila (Cialis) e vardenafila (Levitra), por pessoas sem diagnóstico médico.

A Anvisa publicou um aviso recente alertando para os riscos desse tipo de uso recreativo ou estético, especialmente quando os remédios são consumidos sem prescrição ou provenientes de fontes não reguladas. 

Segundo a agência, perigos como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), queda de pressão, além de perda de visão ou audição e dependência psicológica estão entre os possíveis efeitos adversos. 

A Anvisa também chama atenção para a comercialização irregular dessas substâncias em formatos não autorizados, como gomas e suplementos, produtos que muitos buscam para melhorar desempenho sexual ou físico, mas que não têm comprovação nem aprovação para tais usos. 

Especialistas reforçam que esses medicamentos só são seguros quando prescritos e monitorados por médicos. É fundamental avaliar as condições de saúde do paciente, possíveis interações medicamentosas e ajustar a dose de forma correta. 

Além disso, o uso constante por razões não clínicas pode gerar um tipo de dependência psicológica. A Anvisa alerta que muitos jovens  sem disfunção erétil diagnosticada, passam a acreditar que precisam do remédio para ter bom desempenho sexual. 

Mudanças no estilo de vida, segundo os especialistas, podem ser uma alternativa eficaz para muitos casos de disfunção erétil, principalmente quando há causas emocionais ou vasculares. Práticas como atividade física regular, alimentação equilibrada, redução de estresse e acompanhamento médico podem, em alguns casos, evitar o uso contínuo de medicação.

Para a população, a Anvisa recomenda:

  • Não utilizar preparações manipuladas sem prescrição; 

  • Evitar produtos não regularizados pela agência; 

  • Denunciar vendas irregulares por meio do sistema Notivisa, se identificar formulações suspeitas. 

Para profissionais de saúde, é importante:

  • Avaliar clinicamente os pacientes antes da prescrição; 

  • Monitorar efeitos adversos e interações; 

  • Notificar eventos adversos pelo sistema VigiMed.