Catan deixa o PL, se filia ao Novo e articulação com Juliano Ferro levanta dúvidas sobre futuro político do prefeito

BATANEWS/REDAçãO


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O cenário político de Mato Grosso do Sul ganhou novos contornos neste domingo (8) com a confirmação de que o deputado estadual João Henrique Catan deixou o Partido Liberal (PL) e se filiou ao Partido Novo, legenda pela qual pretende disputar o Governo do Estado nas próximas eleições.

A cerimônia de filiação ocorreu em Campo Grande, no Marco Zero da cidade, reunindo apoiadores e lideranças políticas. Segundo nota divulgada pela assessoria do parlamentar, a decisão de deixar o PL foi motivada pelo novo posicionamento do partido em Mato Grosso do Sul, que optou por apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel em vez de lançar candidatura própria.

Catan afirmou que militantes da direita sul-mato-grossense foram perdendo espaço dentro da legenda, o que o levou a buscar um novo caminho político no Novo, partido que, segundo ele, mantém princípios de defesa da liberdade econômica, responsabilidade com o dinheiro público e uma direita considerada mais coerente.

Paralelamente à mudança partidária, outra movimentação política começou a ganhar força nos bastidores nos últimos dias, conforme matéria exclusiva divulgada pelo portal Bata News. Informações indicam que o deputado estaria discutindo a formação de uma chapa para disputar o governo estadual tendo como possível vice o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, conhecido nacionalmente pelo estilo irreverente de comunicação e gestão, que lhe rendeu o apelido de “prefeito mais louco do Brasil”.

As especulações surgiram após Catan publicar nas redes sociais a frase “Hoje foi dia do mais louco do Brasil”, em referência ao prefeito, sinalizando que conversas políticas poderiam estar em andamento.

Nos bastidores, analistas apontam que uma eventual composição poderia fortalecer uma candidatura de oposição ao atual governo estadual, especialmente no interior do Estado e na região do Vale do Ivinhema, onde Ferro possui forte presença política.

A possível aliança, no entanto, levanta questionamentos sobre qual será o caminho político de Juliano Ferro. Para disputar uma eleição majoritária como vice-governador, ele precisaria estar no mesmo campo partidário da chapa. Atualmente filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), o prefeito teria alguns caminhos possíveis caso a articulação avance: seguir João Henrique Catan e migrar para o Partido Novo; buscar outra sigla que permita a composição da chapa; ou até mesmo recuar da disputa estadual e permanecer focado na administração municipal.

Aliados próximos afirmam que o prefeito estaria avaliando o cenário com cautela. Apesar disso, interlocutores dizem que uma eventual mudança partidária não seria um obstáculo caso a candidatura se mostre viável.

Após os rumores sobre a possível composição entre Juliano Ferro e Catan, internautas passaram a se manifestar nas redes sociais e o assunto dividiu opiniões. Parte da população defende que o prefeito permaneça no cargo até o final do mandato em Ivinhema. Outra ala apoia a possibilidade de uma candidatura estadual, enquanto há também quem duvide que Ferro deixe seu grupo político atual para seguir novos rumos.

Diante desse cenário, surgiram comentários de que Juliano Ferro teria solicitado a sua equipe jurídica uma avaliação sobre os procedimentos legais necessários, inclusive com a elaboração de um possível pedido de renúncia ao cargo de prefeito. Mesmo assim, a hipótese ainda não convenceu muitos de seus eleitores mais próximos, que acreditam que ele dificilmente deixaria a prefeitura para disputar a vaga de vice-governador. Para esses apoiadores, uma candidatura futura poderia ocorrer, mas para cargos proporcionais, como deputado estadual ou deputado federal.

A saída de Catan do PL e sua filiação ao Novo podem representar um movimento de reorganização da direita em Mato Grosso do Sul. A eventual participação de Juliano Ferro em uma chapa estadual também poderia alterar o equilíbrio político, principalmente nas regiões do interior.

Até o momento, nem Catan nem Ferro confirmaram oficialmente a formação da chapa. No entanto, a expectativa é de que novas definições sobre alianças e candidaturas surjam nos próximos dias, à medida que as articulações políticas avancem.