Saúde
Chikungunya: o que é, como se proteger e quando procurar atendimento
BATANEWS/REDAçãO
Com o aumento dos casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul, especialmente em municípios como Dourados e cidades da região sul do Estado, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) reforçou orientações à população sobre sintomas, riscos e formas de prevenção da doença.
O material, organizado em formato de perguntas e respostas, busca esclarecer as principais dúvidas e alertar para a importância da prevenção, diante do cenário atual de circulação do vírus no Estado.
O que é a chikungunya?
É uma infecção viral transmitida por mosquitos, que provoca febre alta e dores intensas nas articulações. Os sintomas costumam surgir entre três e sete dias após a picada. Em alguns casos, as dores podem persistir por meses ou até anos, afetando a qualidade de vida do paciente.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão ocorre por meio da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, também responsáveis pela dengue e zika. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, nem por contato, alimentos ou pelo ar.
Por que o contágio é rápido?
Porque pessoas infectadas apresentam alta carga viral no sangue. Quando o mosquito pica alguém contaminado, ele passa a transmitir o vírus a outras pessoas, favorecendo a rápida disseminação da doença.
Quais são os principais sintomas?
Febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas na pele. A dor articular é o sintoma mais característico e pode limitar movimentos e atividades do dia a dia.
Quem corre mais risco?
Grupos como idosos, crianças menores de 1 ano, gestantes e pessoas com doenças crônicas (como diabetes e hipertensão) têm maior risco de desenvolver complicações.
A doença pode matar?
Sim. Embora geralmente tenha menor letalidade, há registros de mortes, principalmente entre pessoas mais vulneráveis. Em alguns períodos, a gravidade pode se aproximar da observada na dengue.
O que fazer ao apresentar sintomas?
A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O atendimento precoce é essencial para controlar a febre, aliviar a dor e evitar agravamentos.
É possível contrair chikungunya mais de uma vez?
Não. Após a infecção, o organismo desenvolve imunidade duradoura contra o vírus.
Existe vacina?
Sim. A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2025, mas ainda está sendo aplicada de forma gradual e controlada no país. Em Mato Grosso do Sul, a estratégia de vacinação segue critérios definidos pelas autoridades de saúde, podendo variar conforme disponibilidade e público-alvo.
Chikungunya é igual à dengue?
Não. Apesar de serem transmitidas pelo mesmo mosquito e apresentarem sintomas semelhantes, a chikungunya se destaca pelas dores articulares mais intensas e prolongadas. Já a dengue pode evoluir com complicações mais graves, especialmente após o período febril.
Como prevenir?
A principal forma de prevenção é eliminar água parada, que serve de criadouro para o mosquito. Entre as medidas recomendadas estão:
- evitar recipientes que acumulem água;
- manter caixas d’água bem fechadas;
- descartar o lixo corretamente;
- limpar calhas e ralos;
- utilizar telas de proteção, quando possível.
O combate ao mosquito continua sendo a forma mais eficaz de conter o avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul.







