Justiça
Presidente do TST se explica sobre fala de 'ministros azuis e vermelhos'
Em meio à repercussão, Vieira de Mello Filho afirma que declaração foi tirada de contexto e nega viés político no Judiciário trabalhista
BATANEWS/SBT NEWS
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vieira de Mello Filho, disse nesta segunda-feira(4) durante uma sessão no Tribunal, na que sua fala sobre “ministros azuis e vermelhos' foi publicada fora de contexto e que não teve conotação político-partidária. A fala do ministro aconteceu no dia 1º de maio, durante o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho e repercutiu nas redes sociais.
Ao abrir a sessão do Órgão Especial nesta segunda(4), o presidente do TST afirmou que a fala teve caráter institucional e foi tirada de contexto. Segundo ele, a referência às cores retomava uma classificação já usada pelo ministro Ives Gandra, sobre diferentes correntes no tribunal. A fala de Ives Gandra aconteceu durante um curso voltado à advocacia na Corte, no qual teria mencionado correntes "liberais" e "intervencionistas".
O ministro disse ainda que a manifestação, feita durante o Conamat, teve como foco defender a Justiça do Trabalho diante de críticas externas. Ele também contestou as acusações de ativismo e afirmou que sua trajetória é marcada por técnica, transparência e compromisso com a instituição.
Durante a sessão, o ministro Ives Gandra respondeu. Ele afirmou que a divisão mencionada é descritiva e reflete correntes legítimas dentro do tribunal, defendendo que divergências são naturais e contribuem para a construção da jurisprudência.
O ministro destacou ainda que há diferentes correntes de pensamento no Tribunal quanto à interpretação do Direito do Trabalho, com ministros mais "liberais" ou "intervencionistas", "protecionistas" ou "menos protecionistas", e perfis mais "ativistas" ou "legalistas".
Disse também que foi alertado quanto ao uso da metáfora das cores e que parou de usá-la, mas que as divergências internas são uma realidade do Corte contribuem para a construção da jurisprudência.






