Cotidiano
Quando a “teta seca”, aparecem os ataques e a revolta dos que perderam privilégios
BATANEWS/NEY OLEGáRIO
Em toda mudança de administração pública existe um comportamento que já virou rotina em muitas cidades, enquanto alguns seguem trabalhando, produzindo e buscando crescer com esforço próprio, outros passam o tempo tentando atacar, desacreditar e criar narrativas nas redes sociais simplesmente porque perderam espaço, privilégios ou vantagens que tinham junto ao poder público.
Quando a chamada “teta” seca, muitos dos antigos beneficiados não conseguem aceitar que o tempo mudou. Começam então as críticas exageradas, o “disse me disse”, as comparações forçadas com administrações passadas e ataques constantes contra prefeitos, vereadores e gestores atuais. Para essas pessoas, nada presta. Se faz, reclamam. Se não faz, reclamam também.
O problema não é fiscalização ou opinião contrária, algo que faz parte da democracia. O problema é quando a crítica nasce do despeito, da inveja e da perda de benefícios pessoais. Muitos que antes viviam próximos do poder, recebiam favores, contratos, cargos ou vantagens indiretas, hoje não conseguem conviver com a realidade de que perderam espaço.
As redes sociais acabaram se tornando palco para esse comportamento. Pessoas invadem páginas que muitas vezes nem acompanham, comentam em tudo de forma negativa, tentam criar polêmicas e se alimentam de pequenas bolhas de apoio, comemorando dez ou quinze curtidas como se representassem a opinião da população inteira. Não percebem que, na maioria das vezes, a sociedade já identificou esse tipo de comportamento e rejeita atitudes movidas apenas pelo rancor.
É preciso entender que ninguém é insubstituível. Nenhum prefeito, nenhum governo, nenhum vereador e nenhum grupo político permanecerá para sempre. A política se renova, novas lideranças surgem, novas ideias aparecem e a tendência natural é a evolução. Mesmo quando uma nova gestão não supera totalmente a anterior, no mínimo traz uma nova visão e novas formas de administrar.
Da mesma forma, quem dependia exclusivamente do poder público também precisa compreender que existe vida além da prefeitura. Existem inúmeros ex-servidores e ex-prestadores de serviços que aceitaram as mudanças, buscaram novos caminhos e hoje vivem melhor financeiramente do que quando dependiam de cargos públicos ou contratos com administrações.
Muitas empresas também cresceram quando deixaram de depender apenas da prefeitura para sobreviver. Passaram a investir no comércio, no setor privado, em novos clientes e descobriram que capacidade, trabalho e competência valem mais do que apadrinhamento político.
Enquanto isso, ainda existem aqueles que permanecem presos ao passado, inconformados porque o privilégio acabou. Em vez de buscar evolução pessoal e profissional, preferem espalhar negatividade, alimentar intrigas e viver em função de ataques nas redes sociais.
A sociedade precisa cada vez mais valorizar quem trabalha, produz e contribui de forma positiva para o crescimento da cidade, e não aqueles que vivem apenas de criar conflitos porque perderam espaço junto ao poder público.



