Em MS, 33 a cada 100 crianças sob acompanhamento têm excesso de peso

O dado se refere às crianças de 0 a 9 anos cadastradas em serviços da saúde pública

BATANEWS/CGNEWS


Criança segura massa que está comendo; alimentação infantil é responsabilidade da família (Foto: Banco de imagens gratuitas/Pixabay)

Ontem (3) foi o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil. Os dados mais recentes disponíveis sobre essa realidade, retirados do Panorama Obesidade Infantil do Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), indicam que 33 a cada 100 crianças de 0 a 9 anos em Mato Grosso do Sul que são acompanhadas na rede pública de saúde possuem excesso de peso.

O dado diz respeito àquelas que atendem aos critérios de sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. O índice no Estado é igual ao índice nacional.

Considerando outro recorte, que inclui pessoas de 0 a 19 anos, os números também são os mesmos.

O levantamento de 2025 é parcial. Em relação aos últimos 11 anos, o índice se manteve estável, exceto pelo crescimento no primeiro ano de pandemia da covid-19.

Acompanhamento - Para identificar e prevenir a obesidade infantil, é importante levar as crianças para acompanhamento regular do crescimento e do desenvolvimento nas unidades básicas de saúde.

Com a aferição de peso e altura, profissionais conseguem identificar excesso de peso ou determinar grau de obesidade, para começar um tratamento que inclui, sobretudo, cuidados com a alimentação, mas também acompanhamento psicológico, por exemplo.

Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) dá atenção prioritária ao sobrepeso no PSE (Programa Saúde na Escola), promovendo alimentação saudável e incentivo à atividade física. A pasta ainda atua por meio da Caisan (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional), estabelecendo metas voltadas à promoção da alimentação adequada e saudável e ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional.

O gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, destaca que os casos demandam atenção da família. “Ela tem papel fundamental nesse processo. Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional. Quanto mais cedo ocorre essa identificação, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança', explica.

“Vivemos em um ambiente que muitas vezes dificulta escolhas saudáveis. Temos o aumento do acesso aos alimentos ultraprocessados, o encarecimento dos alimentos in natura e minimamente processados, além de comportamentos cada vez mais sedentários. São fatores que compõem o chamado ambiente obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade', finaliza Holsbach.