Saúde
Café: estudo desvenda os verdadeiros efeitos da bebida para o fígado
Análise de dados de 13 anos de banco de saúde do Reino Unido demonstrou benefícios inclusive na versão descafeinada
BATANEWS/VEJA
Uma das bebidas mais consumidas no mundo, o café tem sido explorado em estudos para avaliação dos seus benefícios para a saúde. Após a leva de análises apontando a redução do risco de demências em 18%, um novo órgão é apontado como alvo de seu efeito protetor: o fígado. A análise de informações do UK Biobank, o maior banco de dados de saúde do Reino Unido, demonstrou que o consumo de café diminuiu o risco de doenças como cirrose, tumores de fígado e mortalidade por condições que atingem o órgão.
O estudo, publicado no periódico científico Clinical Gastroenterology and Hepatology, avaliou dados de 354.957 participantes sem diagnóstico de doenças pré-existentes no órgão acompanhados por um tempo médio de 13 anos que tomavam cinco ou mais xícaras de café e constatou que houve redução do risco de cirrose, carcinoma hepatocelular — tipo de tumor — e mortalidade relacionada ao fígado.
“O consumo elevado de café correspondeu a menor quantidade de gordura hepática, ferro e fibroinflamação”, observaram os autores do estudo.
Embora o grupo tenha destacado os achados com a dose limite recomendada por dia, considerando que os especialistas sugerem três a cinco xícaras diárias, os bons resultados também estiveram presentes entre consumidores de café mais moderados, que tomavam uma a duas xícaras.
Café com ou sem cafeína
Uma observação feita pelos pesquisadores é que as associações protetoras não tiveram diferenças entre a versão com cafeína e sem cafeína.
“Esses achados multidimensionais corroboram o consumo moderado de café sem açúcar como uma estratégia simples para a prevenção de doenças hepáticas”, afirmaram.
Outros benefícios do café
A ciência vem, ano a ano, destrinchando como o café contribui para a saúde e está encontrando resultados positivos. Os mais consolidados têm relação com a proteção cardiovascular, reduzindo o risco de hipertensão, infarto e insuficiência cardíaca.
Outras investigações apontam potencial para diminuir o risco de diabetes tipo 2 e até alguns tipos de câncer, como colorretal, mama e endométrio.


