Agricultura
El Niño aumenta incertezas para o clima no segundo semestre
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, fenômeno já está estabelecido e pode ganhar intensidade até o fim do ano, enquanto Brasil e EUA mantêm perspectivas favoráveis para as safras.
BATANEWS/OPR
A confirmação do fenômeno El Niño amplia as incertezas para o clima no segundo semestre de 2026, embora as condições atuais ainda sejam favoráveis para as principais culturas agrícolas no Brasil e nos Estados Unidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a atenção do mercado está voltada para a intensidade que o fenômeno poderá atingir e seus impactos regionais nos próximos meses.
No Brasil, a consolidação da estação seca deve favorecer o avanço da colheita de milho e algodão entre junho e julho. Por outro lado, o período encerra a possibilidade de recuperação das lavouras de segunda safra mais tardias em Goiás, Minas Gerais e na região do MAPITO.
Nos Estados Unidos, a previsão para o início de junho indica temperaturas acima da média no Meio-Oeste, com possibilidade de irregularidade nas chuvas. Ainda assim, os mapas climáticos para o trimestre entre junho e agosto apontam condições predominantemente favoráveis no cinturão produtor de grãos, mantendo a expectativa de uma safra cheia.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o comportamento do clima nos próximos meses será determinante para confirmar as projeções de produção divulgadas pelo USDA para soja, milho e algodão. Apesar do bom desenvolvimento das lavouras até o momento, o desempenho da safra continuará dependente das condições climáticas durante o verão norte-americano.
A Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou, em sua atualização mais recente, que o El Niño já está estabelecido. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico e sua ocorrência já era esperada pelos meteorologistas.
De acordo com a NOAA, há 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro, com potencial para figurar entre os eventos mais intensos registrados desde 1950. Apesar desse cenário, ainda não é possível afirmar se o fenômeno evoluirá para um “super El Niño”, classificação atribuída apenas aos episódios de maior intensidade, como os registrados em 1982/83, 1997/98 e 2015/16.






