Homem finge ser funcionário da Shopee e desvia R$ 19 mil em golpe

Em Campo Grande, uma mulher recebeu mensagem de um contato, acreditando ser uma amiga, mas sofreu golpe por atender ligação de vídeo do indivíduo

JOãO PEDRO FLORES


Criminoso se passou por funcionário da Shopee para autorizar a publicação de um produto - Divulgação

Uma mulher, de 51 anos, foi vítima de golpe aplicado por um homem durante uma ligação por vídeo chamada, em Campo Grande, na tarde desta terça-feira (7). O prejuízo causado foi no montante de R$ 19.780, tendo como beneficiário uma pessoa chamada Vinicius Corrêa Machado.

A mulher conta que recebeu uma mensagem em seu celular, onde o suspeito utilizou o número de telefone e a foto de sua amiga para informar que iria postar um produto para venda na plataforma Shoppe e que havia dado o contato dela para as pessoas ligarem e ela dar informações sobre o seu perfil.

Em seguida, a vítima recebeu uma ligação de vídeo, onde o suspeito relatou que era da Shopee e que precisaria confirmar algumas configurações para inserir o produto da amiga na plataforma.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher ficou algumas horas com o suspeito na ligação, sendo que para finalizar a configuração e autorizar a venda do produto da amiga na plataforma, ela teria que fazer o reconhecimento facial.

Nesse momento, ela abriu o aplicativo bancário do Banco do Brasil em seu celular e, imediatamente, desligou a ligação. Na sequência, seu celular ficou com tela preta, sem comando nenhum . A vítima perdeu todos os seus dados, e-mail pessoal, funcional e Whatsapp.

Diante dos fatos, ela se encaminhou à uma agência do Banco do Brasil e, ao  verificar sua conta poupança, visualizou que o suspeito fez um TED no valor de R$ 19.780,00. Além disso, também realizou uma compra através do aplicativo do Magazine Luiza no valor de R$ 71,00 e um saque no montante de aproximadamente R$ 4.700,00 reais, mas houve um alerta de fraude e o banco não autorizou a transação.

Ela foi orientada a apresentar os extratos bancários comprobatórios das transações. O caso foi registrado na 5ª Delegacia Policial de Campo Grande, como furto qualificado com abuso de confiança, ou mediante fraude ou escalada e destreza.