Geral
MP do Frete: Caminhoneiros iniciam paralisações pelo Brasil e pressionam Senado para votar antes do prazo final
Mobilizações começaram, caminhoneiros iniciam paralisações pelo Brasil, em portos e rodovias estratégicas do país. Categoria afirma que, sem aprovação da MP 1.343 até 16 de julho, direitos conquistados nas negociações com o governo podem ser perdidos.
BATANEWS/REDAçãO
Uma nova mobilização nacional dos caminhoneiros começou nesta segunda-feira (13) e já provoca impactos em importantes corredores logísticos do Brasil. O principal foco das manifestações está na pressão sobre o Senado Federal para que coloque em votação, antes do prazo final, a Medida Provisória nº 1.343, considerada pela categoria fundamental para garantir o fortalecimento da política do piso mínimo do frete e outras reivindicações históricas.
O movimento ganhou força em locais estratégicos para o escoamento da produção brasileira, como o Porto de Santos (SP), além de mobilizações registradas em Goiás, Bahia, Rio de Janeiro e interior paulista. A categoria afirma que a medida provisória expira no próximo dia 16 de julho e, caso não seja aprovada pelo Senado até essa data, perderá a validade, comprometendo avanços negociados entre representantes dos caminhoneiros e o Governo Federal.
Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp Starlink no celular: veja como saber se seu aparelho vai ter internet via satélite Porto de Santos concentra uma das principais paralisações
O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e principal porta de saída das exportações do agronegócio brasileiro, registrou uma das maiores concentrações de caminhoneiros nesta segunda-feira.
Segundo informações divulgadas, caminhões permaneceram parados em pontos de acesso ao porto como forma de chamar a atenção do Congresso Nacional para a necessidade de votação da medida provisória. Apesar da mobilização, a Autoridade Portuária informou que o funcionamento do complexo seguia normalmente, enquanto órgãos de trânsito e segurança acompanharam a manifestação para evitar bloqueios totais das vias. O que prevê a MP 1.343
A Medida Provisória foi editada após negociações entre o Governo Federal e entidades representativas dos caminhoneiros, que suspenderam uma paralisação nacional anteriormente anunciada.
Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão: fortalecimento da fiscalização do Piso Mínimo de Frete pela ANTT; correção de distorções na contratação de veículos com diferentes configurações de eixos; igualdade no cálculo do frete por tonelada transportada; retirada da multa relacionada ao tacógrafo por excesso de velocidade; criação de um piso salarial nacional para motoristas contratados pelo regime CLT.
Segundo as entidades, esses dispositivos representam avanços importantes para reduzir práticas consideradas abusivas no transporte rodoviário de cargas. Categoria cobra votação imediata da MP do Frete
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio oficial às mobilizações e afirmou que os protestos têm como objetivo convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a incluir imediatamente a matéria na pauta de votação.
Conforme a entidade, a aprovação da MP é vista como condição essencial para preservar os compromissos assumidos durante as negociações que evitaram uma greve nacional meses atrás. A confederação também convocou caminhoneiros de todo o país a participarem das manifestações até a definição da matéria pelo Congresso. Caminhoneiros iniciam paralisações pelo Brasil: Onde há mobilizações?
De acordo com a CNTTL, até esta segunda-feira havia registros de atos em: Porto de Santos (SP); Luziânia (GO); Goiânia (GO); Volta Redonda (RJ); Porto de Salvador (BA); Terminal de Petróleo de Ribeirão Preto (SP). Impacto pode atingir o agronegócio
Embora as manifestações ainda ocorram de forma localizada, o setor produtivo acompanha a situação com atenção. Qualquer interrupção prolongada no transporte rodoviário pode afetar diretamente o fluxo de grãos, carnes, fertilizantes, combustíveis e insumos agrícolas, especialmente em um período de intensa movimentação logística.
O transporte rodoviário responde pela maior parte da circulação de cargas no Brasil, tornando os caminhoneiros peças fundamentais para o abastecimento interno e para a competitividade das exportações do agronegócio.
Caso a MP não seja apreciada até 16 de julho, ela perderá eficácia, abrindo espaço para novas mobilizações da categoria e aumentando a pressão sobre o Congresso Nacional em torno das demandas do transporte de cargas.
Compre Rural
LEIA MAIS
Taquarussu avança em infraestrutura com investimentos que transformam a cidade
PRIMEIRA PÁGINA
Obras/Infra-estrutura





