Agricultura
Milho fecha semana em alta em Chicago e na B3, impulsionado por demanda e exportações
BATANEWS/REDAçãO
A semana terminou com os contratos futuros do milho registrando alta na Bolsa de Chicago (CBOT). No acumulado da semana, os vencimentos da nova safra avançaram até 1,65%, sustentados por fundamentos positivos de oferta e demanda.
Segundo a Agrinvest, alguns contratos da safra nova chegaram a testar as máximas do ano. O principal fator de sustentação foi o ritmo das vendas externas dos Estados Unidos.
"Pela manhã, o USDA voltou a reportar vendas para a safra nova americana, incluindo novos volumes para a China. Além disso, outras operações também foram anunciadas, somando mais de 700 mil toneladas apenas neste relatório. As vendas da safra nova seguem firmes e, semana após semana, o USDA vem apresentando números cada vez mais fortes", destaca a consultoria.
Na CBOT, o contrato setembro/26 fechou cotado a US$ 4,44 por bushel, alta de 3,25 pontos. O dezembro/26 encerrou a US$ 4,67 (+3,50 pontos), o março/27 a US$ 4,83 (+3,50 pontos) e o maio/27 a US$ 4,91 (+3,50 pontos).
Na comparação com o fechamento da quinta-feira (16), as altas foram de 0,74% para o setembro/26, 0,75% para o dezembro/26, 0,73% para o março/27 e 0,72% para o maio/27.
No acumulado da semana, os ganhos chegaram a 1,19% no setembro/26, 1,41% no dezembro/26, 1,52% no março/27 e 1,65% no maio/27. O único contrato em queda foi o julho/26, que recuou 0,97% em relação ao fechamento da última sexta-feira (10).
B3 acompanha cenário externo e demanda por exportação
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho também encerraram a sexta-feira em alta.
De acordo com a Agrinvest, o mercado doméstico foi impulsionado pelo desempenho positivo de Chicago e pelo forte ritmo da demanda para exportação, fator que tem dado sustentação aos preços, principalmente ao contrato setembro/26, que acumulou valorização superior a R$ 1,50 por saca na semana.
"No mercado físico, o dia seguiu movimentado, com preços firmes e negociações para embarque e pagamento entre novembro e dezembro na faixa de R$ 49,00 a R$ 50,00 por saca. O fluxo de negócios com produtores foi mais moderado, enquanto as indústrias seguem confortáveis nas compras", informam os analistas.
Na B3, o contrato setembro/26 fechou a R$ 68,88 por saca, alta de 0,66%. O janeiro/27 encerrou a R$ 75,05 (+0,67%), o março/27 a R$ 76,20 (+0,26%) e o maio/27 a R$ 75,00 (+0,40%).
No acumulado da semana, os contratos registraram ganhos de 2,42% para o setembro/26, 1,97% para o janeiro/27, 1,06% para o março/27 e 0,51% para o maio/27. Já o julho/27 apresentou recuo de 0,45% frente ao fechamento da última sexta-feira (10).
Mercado físico registra novas altas
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também avançou nesta sexta-feira. Levantamento do Notícias Agrícolas apontou valorização nas praças de Ubiratã (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Palma Sola (SC), Sorriso (MT) e Cândido Mota (SP).





