A estratégia de Lula para que novo tarifaço não o prejudique junto ao eleitorado

Além do presidente, Geraldo Alckmin e ministros tem reforçado que governo brasileiro segue disposto a negociar com Estados Unidos

BATANEWS/VEJA


O presidente Lula durante Intervenções sobre a Carreta de Saúde da Mulher, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), no Rio de Janeiro - RJ. (Ricardo Stuckert/Divulgação)

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que ele e seus aliados estão alinhadíssimos em uma estratégica para evitar que o novo tarifaço dos Estados Unidos aos produtos brasileiros prejudique a imagem do petista junto ao eleitorado às vésperas da corrida presidencial.

Tudo passa inclusive pela forma como o mandatário e seus auxiliares estão abordando a decisão do governo de Donald Trump de taxar os produtos brasileiros.

Para isso, lembram que o Brasil é deficitário na relação com os Estados Unidos, o que derruba parte do argumento utilizado pela Casa Branca para aplicar a medida.

Em outra frente, Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros que tratam do tema deixam claro que o governo brasileiro, apesar de classificar o novo tarifaço como injusto e descabido, segue aberto ao diálogo e a se sentar na mesa de negociações.

A postura derruba a tentativa do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e dos bolsonaristas de emplacar que o Palácio do Planalto foi o responsável pela decisão do governo norte-americano em função de uma suposta indisposição em negociar.

Além disso, insistem em atribuir o pesadelo comercial às articulações do clã bolsonarista – além do próprio Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo – junto a Trump e a Rubio.