Política
Eleições 2026 dominam debate nas redes sociais
Levantamento do instituto Democracia em Xeque mostra que tanto governo quanto oposição interpretam acontecimentos sob lógica eleitoral
BATANEWS/VEJA
A campanha presidencial passou a dominar o debate político nas redes sociais, mostra um relatório do instituto Democracia em Xeque, que analisou milhares de publicações nas principais plataformas entre os dias 21 e 27 de julho.
O tema “política nacional” respondeu por 26% das publicações monitoradas e por 25% das interações registradas no período. O relatório afirma que governo e oposição passaram a interpretar praticamente todos os acontecimentos sob a lógica da disputa eleitoral. Enquanto perfis ligados à esquerda deram destaque às pesquisas favoráveis a Lula, a direita retomou questionamentos sobre as urnas eletrônicas.
O acontecimento político mais comentado da semana foi a convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro no último sábado, 25. O presidente da Argentina, Javier Milei, esteve no evento, onde proferiu xingamentos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O tema reuniu quase 46 milhões de interações.
A reação do governo brasileiro, que convocou o embaixador na Argentina, ampliou ainda mais o alcance do episódio, enquanto a esquerda passou a explorar o isolamento político de Flávio até o momento e a ausência de um candidato a vice.
As falas de Milei também foram amplamente difundidas pela extrema direita nas redes, que considera que ele legitimou internacionalmente as críticas contra as instituições brasileiras. Voltaram a circular alegações de que as urnas brasileiras seriam produzidas pela mesma empresa utilizada na Venezuela — o que é falso, como já mostrou o TSE em diversas instâncias.
Os dispositivos são fabricados por quatro empresas: Positivo, Diebold, Unisys e Procomp, com base em projetos e sistemas projetados pela própria Justiça Eleitoral. A mentira, que é difundida nas redes sociais desde 2018, voltou à baila após declarações de Flávio Bolsonaro em uma reunião com embaixadores.




