Flávio minimiza neutralidade do Republicanos e diz que líderes do partido estarão ao seu lado

Em sabatina em São Paulo, senador cita Tarcísio de Freitas, Damares Alves e Cleitinho Azevedo como nomes da legenda que já estão em sua campanha

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 (Isabella Alonso Panho/VEJA)

O senador e candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), minimizou a neutralidade do Republicanos na eleição nacional — decidida em convenção nesta terça-feira, 4, em Brasília — e disse, em uma sabatina em São Paulo, que as principais lideranças da sigla estarão no seu palanque, independentemente da decisão da executiva nacional. Ele citou nominalmente Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) no governo Jair Bolsonaro e filiada ao Republicanos, e disse que gostaria de tê-la como vice — ela estava presente no evento –, o que não é possível sem aliança formal com o partido.

Além dela, Flávio também disse que o governador Tarcísio de Freitas e os senadores Cleitinho Azevedo (MG) e Damares Alves (DF) já estão na sua campanha. “Os caciques políticos estão com algumas preocupações, mas os principais quadros desse partido estão com a gente nesse projeto”, disse o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também citou o deputado federal Guilherme Derrite, a senadora Tereza Cristina e a deputada Simone Marquetto, todos do PP, que também estarão na sua campanha apesar da neutralidade adotada pela sigla no plano nacional.

Embora tenha minimizado a decisão do Republicanos, Flávio disse que tentará conseguir uma aliança “até o último minuto que der”, para conseguir ter mais tempo de televisão. Ele afirmou que já tem 22 palanques fechados nos estados e alfinetou Gilberto Kassab, cacique do PSD. “Todo mundo o qualifica como um grande articulador político, no entanto, o PSD está sozinho, ele próprio teve que ser escolhido a vice”, falou o senador.

Flávio — junto de Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — foi sabatinado nesta terça no G4, próximo ao centro financeiro da capital paulista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que rivaliza com Flávio nas pesquisas, não foi ao evento. O senador foi o único a participar por videochamada e a não conceder entrevista ao final da sabatina.

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Críticas a Moraes e ao STF

Além de vários acenos ao mercado financeiro, Flávio fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, citando também Flávio Dino e Cristiano Zanin. Além de defender o impeachment dos magistrados, o Zero Um falou mais de uma vez sobre a quantidade de ministros que o próximo presidente poderá indicar. “Imaginem o novo presidente indicando quatro ‘Alexandres de Moraes’? ”, questionou.

Ao ser questionado sobre o retorno de pregações negacionistas sobre a pandemia da Covid-19 por bolsonaristas — leia matéria sobre o assunto aqui –, o senador defendeu a postura do pai na condução da crise sanitária, mas voltou a dizer que tomou vacina e atacou a gestão petista. “Esse é um governo que está deixando as pessoas morrerem de dengue”, disse Flávio.