Policial
Segurança de hospital é preso suspeito de vender cocaína e atuar como “olheiro” de grupo criminoso
Um homem de 35 anos, que trabalhava como segurança da Santa Casa de Cassilândia, acabou preso em flagrante pela Polícia Civil sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e de atuar como “olheiro” de uma organização criminosa.
A prisão foi realizada por equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais), após uma investigação apontar que o suspeito estaria comercializando cocaína dentro do próprio hospital. Além disso, ele também teria auxiliado no monitoramento da rotina de um integrante de um grupo criminoso rival.
Segundo a Polícia Civil, as informações levantadas durante as investigações indicam que esse monitoramento teria sido utilizado para dar suporte a uma tentativa de homicídio ocorrida em uma serralheria. Na ocasião, a vítima conseguiu escapar por uma porta lateral do estabelecimento e sobreviveu ao ataque.
O suspeito acabou sendo abordado dentro da própria Santa Casa, justamente quando era chamado pelos policiais para prestar depoimento. Durante a abordagem, os investigadores localizaram diversos pinos contendo cocaína entre os pertences dele.
As diligências, então, seguiram até a residência do homem. Conforme informações divulgadas pelo site MS Todo Dia, no imóvel foram apreendidos uma balança de precisão, munições de calibre .38 e materiais utilizados para embalar drogas.
Durante o depoimento, o suspeito teria confessado que recebia os entorpecentes de um comparsa já conhecido das autoridades. Segundo o relato, o suposto fornecedor utilizaria uma picape branca para fazer a distribuição das drogas.
Os policiais também encontraram capacetes com viseiras escuras na residência. A suspeita é de que os equipamentos pudessem ser utilizados para dificultar a identificação dos envolvidos durante ações criminosas.
Diante dos elementos encontrados, o homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, posse de munição e apoio a organização criminosa.
As investigações continuam na tentativa de identificar e localizar o suposto fornecedor dos entorpecentes, além de esclarecer a participação de outros envolvidos na disputa entre grupos criminosos.



