Futebol
Abel diz que quase desafiou atletas e elogia Allan: 'Quem quiser, vai ter que pagar muito'
Mudança no intervalo, explica o treinador, foi mantendo a mesma estrutura tática, mas utilizando outros jogadores; atacante de 22 anos tem negociação em andamento com o Manchester City
BATANEWS/GE
Abel Ferreira deixou o Nubank Parque satisfeito com o desempenho do Palmeiras, principalmente no segundo tempo, depois da goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, pelo Brasileirão. Desabafou sobre o pouco tempo para recuperação dos atletas, disse que é preciso jogar como amadores, em uma referência à paixão, e fez elogios a Allan, que está em negociação com o Manchester City.
– Esses europeus querem um jogador como Allan porque ele faz o que 90% dos atacantes daqui não fazem, que é atacar o corredor e defender. Quem quiser levar o Allan vai ter que pagar muito.
– As melhores equipes do mundo não compram meios jogadores. Compram jogadores que atacam e defendem. Ele é capaz disso, capaz de fazer a lateral direita, de jogar a linha de três por fora, de vir para dentro ou fora trocando com Giay.
– Esses jogadores, toda a gente os quer. Mas também é preciso ensiná-los, se calhar perder alguns jogos. Agora 40 milhões por um jogador? Parabéns para nossa formação, nosso diretor, nossa presidente – disse o treinador.
Esses valores são o que o Palmeiras quer para negociar o atacante, que vem em negociação com o Manchester City nos últimos dias sinalizando valores ainda abaixo dos 40 milhões de euros buscados pela diretoria. Partes envolvidas nas tratativas acreditam que o clube inglês ainda chega nos valores.
Em campo, no Nubank Parque, o Palmeiras fez um primeiro tempo de dificuldades, mas na segunda etapa marcou três gols em 10 minutos, com Flaco López, Vitor Roque de pênalti e Mauricio, e no fim ampliou com mais um de Flaco, sofrendo apenas um gol na reta final para sair com o 4 a 1 e abrir seis pontos de vantagem como líder da Série A.
– Na primeira parte não conseguimos para mim por duas razões: a agressividade do adversário para pressionar na construção. Na segunda fase fiz a mesma coisa com jogadores diferente, saída com três, demos largura. Se calhar o que deu mais largura pela direita foi o Giay, por dentro o Allan.
O que fiz antes foi quase que desafia-los: isso é o melhor que conseguimos fazer como equipe?
Eles sabem que jogadores do Palmeiras têm que ser audazes, assumir que somos uma equipe muito jovem, que apesar dessa juventude temos que amadurecer com esses jovens e fizemos uma segunda parte belíssima na coragem, vontade competitiva, envolvemos o público, através do gol, dinâmicas, da atitude, da coragem.
Uma postura que Abel Ferreira relaciona ao termo de "jogar como amadores".
Jogar como se fossemos amadores, meter o coração, não pensar na pressão. Jogar com prazer.
Quando saem da base começam a ser pagos e isso cria uma pressão, porque boa parte deles sustenta uma família atrás e sabem que precisam de uma performance pra ter melhores contratos, pra evoluir. Joguem como amadores com paixão com risco. Estamos pra mostrar o espetáculo, não é para jogar com medo. É isso que tolhe o passe, o arremate. Cabeça limpa, corpo são, sai natural.
– Não somos amadores mas o espírito tem que ser esse, jogar livre, leve.






