Justiça
Preso com caminhonete furtada e CNH do irmão morto foi condenado por homicídio
Ruan Santos Nunes levaria veículo adulterado no Rio de Janeiro para Corumbá, fronteira com a Bolívia
BATANEWS/CGNEWS
Preso no último domingo (30) na BR-262 com uma caminhonete Hilux com registro de furto e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do irmão falecido, Ruan Santos Nunes, de 32 anos, acumula condenações na Justiça por homicídio qualificado, roubo e ameaça. A identificação do histórico criminal ocorreu após a verificação dos dados cadastrais do motorista na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
Ruan foi capturado durante abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal), na BR-262, em Campo Grande. Ele conduzia uma Toyota Hilux prata com adulterações no motor e chassi, além do registro de roubo ou furto no Espírito Santo.
Conforme apurou o Campo Grande News, Ruan possui pena de 6 anos e 8 meses de reclusão por um homicídio qualificado (cometido mediante paga ou motivo torpe) ocorrido em 2013, em Campos dos Goytacazes (RJ), mas o processo já foi extinto pelo cumprimento integral da pena. Ele também foi sentenciado a 4 anos, 11 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de roubo e ameaça, praticados em 2019 na comarca de Marataízes (ES).
Segundo as investigações iniciais, após ser furtada no Espírito Santo, a caminhonete foi levada para o Rio de Janeiro, onde passou por adulteração - clonagem de placas e chassi - lá Ruan foi abordado em um campo de futebol pelo homem identificado como “Velho' e foi contratado para o transporte.
Ruan saiu do Rio de Janeiro na sexta-feira e parou para pernoitar em Três Lagoas no sábado. No dia seguinte seguiu viagem com destino a Corumbá, onde aguardaria uma ligação para entregar o veículo que seria levado para a Bolívia, porém, acabou sendo abordado pela PRF em Campo Grande.
“Fui contratado no Rio de Janeiro por um conhecido apelidado de 'Velho' para levar a caminhonete até Corumbá. Eu receberia R$ 3.000,00 pelo transporte e peguei R$ 1.500,00 adiantados para custear o combustível e a alimentação durante a viagem', disse Ruan, em depoimento.
Sobre o documento do irmão, Ruan afirmou não ser habilitado e como a CNH de Lucas estava guardada entre os pertences da família desde o seu falecimento há dois meses, decidiu usá-la em caso de abordagem.
Para tentar passar despercebido pelos postos de fiscalização, o motorista equipou o veículo com a cadeirinha da filha e viajou em ritmo lento, simulando um passeio familiar. A esposa de Ruan declarou em depoimento desconhecer totalmente a origem ilícita da Hilux e alegou acreditar que realizavam uma viagem de turismo para conhecer o Mato Grosso do Sul.
Ela foi ouvida e liberada junto com a bebê de 1 ano e oito meses. O rapaz aguarda para passar por audiência de custódia.



