Ney Olegário relembra trajetória na gestão pública e afirma: “Nenhum Zé Ruela vai apagar minha história”

Ex-secretário municipal relembra passagens por diferentes áreas da administração pública de Batayporã, destaca desafios enfrentados, reconhece avanços da atual gestão e responde às críticas sobre sua trajetória.

BATANEWS/REDAçãO JORNALISMO


Foto: Divulgação

Com uma trajetória marcada pela atuação em diferentes setores da administração pública de Batayporã, Sidnei relembrou os desafios enfrentados durante os períodos em que ocupou secretarias municipais e outras funções de responsabilidade.

Ao fazer um balanço de sua caminhada, ele destacou que sua intenção não é viver do passado, mas registrar experiências, dificuldades e resultados obtidos ao longo dos anos de atuação na vida pública. “Não quero me apegar ao passado. O importante é o presente e o futuro de Batayporã. Mas também não posso permitir que pessoas que não conhecem a minha história ou a realidade da administração pública tentem diminuir uma caminhada construída com muito trabalho”, afirmou.

Serviços Urbanos e Defesa Civil
Durante a administração do então prefeito Beto Sãovesso, Sidnei ocupou a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. No mesmo período, também exerceu a função de Coordenador Municipal de Defesa Civil. Segundo ele, a realidade administrativa daquele período era marcada por limitações orçamentárias, o que restringia a capacidade de execução das secretarias.

Os recursos disponíveis dependiam diretamente da organização financeira da administração, das decisões do prefeito e dos setores responsáveis pelas compras e execução orçamentária.

Mesmo diante das dificuldades, Sidnei afirma que buscou realizar o máximo possível dentro das condições existentes. “Secretário não fazia milagre. Existiam limitações de orçamento para a secretária e de estrutura. Mas, dentro daquilo que estava ao meu alcance, fizemos o que podíamos e entregamos o melhor possível”, destacou.

A rotina de trabalho começava cedo. De acordo, diariamente, por volta das 6h30, ele já estava na antiga fábrica de tubos, onde acompanhava a organização das equipes e a distribuição dos serviços juntamente com o coordenador responsável pelo setor. “Nunca deixamos de atender uma demanda quando ela estava dentro das nossas possibilidades. Não tínhamos o orçamento que gostaríamos, diferente de outras secretarias que tinham uma certa prioridade, mas trabalhávamos com aquilo que tínhamos”, relembrou.

Passagem pela Secretaria de Obras
Já durante a administração de Jorge Takahashi, Sidnei ocupou outras funções no Executivo Municipal. Uma delas foi a Secretaria Municipal de Obras, onde permaneceu por menos de seis meses.

Mesmo durante um período considerado curto, ele afirma que a pasta conseguiu desenvolver importantes serviços e atender demandas apresentadas por diferentes representantes políticos do município. Entre os trabalhos realizados, estão reformas de pontes, recuperação de estradas, limpeza pública e abertura de acessos para residências localizadas tanto na zona urbana quanto na zona rural.

Segundo Sidnei, o atendimento às demandas não era condicionado por posição política. “Praticamente todos os vereadores tiveram pedidos atendidos dentro das nossas possibilidades. Sempre entendi que, quando um vereador apresenta uma demanda, existe uma população precisando daquele serviço, e mesmo sendo barrado para não atender oposição eu desafiava as ordens e muito das vezes fazia os serviços”, afirmou.

Projetos e articulação técnica
Outro ponto destacado por Sidnei foi sua atuação no setor de projetos. Ele relembra o trabalho técnico realizado para elaboração, encaminhamento e aprovação de propostas junto aos governos estadual e federal.

Segundo ele, o processo envolvia viagens, reuniões e articulações em Campo Grande e Brasília. “O técnico faz o projeto, prepara a documentação, corrige pendências e luta para conseguir a aprovação. Mas depois vem outra etapa, que é a gestão política e administrativa necessária para transformar aquele projeto em realidade”, explicou.

Sidnei afirma que diversos projetos foram aprovados durante sua atuação técnica e ressalta que, mas faltou gestão política para assinaturas de convênios. Atualmente, observa uma postura positiva da administração municipal na busca pela concretização de projetos e investimentos.

“Eu nunca tive problema em reconhecer aquilo que está sendo bem feito. Vejo projetos acontecendo hoje em Batayporã que sonhei durante muitos anos em ver realizados. E fico feliz, porque amo esta cidade”, declarou.

O desafio de Planejamento e Administração
No final de 2019, Sidnei assumiu a Secretaria Municipal de Planejamento e Administração, considerada por ele um dos maiores desafios de sua trajetória pública. Segundo seu relato, a secretaria enfrentava uma série de problemas e havia pouco tempo para promover medidas de reorganização.

O prazo para enfrentar os desafios era de aproximadamente 14 meses. “Era um desafio que muitos não queriam assumir. Mesmo sabendo das dificuldades, eu aceitei”, afirmou.

Durante o período, Sidnei relata que foram necessárias decisões consideradas difíceis, incluindo cortes de cargos comissionados, demissões e outras medidas administrativas.

O objetivo, segundo ele, era buscar maior equilíbrio financeiro e reorganizar a estrutura administrativa do município. “Não foi fácil tomar essas decisões, porque por trás de cada cargo existe uma família. Mas administrar exige responsabilidade”, declarou.

Sidnei afirma que, ao final do período, parte das críticas recebidas inicialmente deu lugar ao reconhecimento por parte de pessoas que acompanharam o trabalho desenvolvido. “Não digo que fiz tudo sozinho e também não afirmo que tudo foi perfeito. Toda gestão tem erros e limitações. Mas posso dizer que dei o melhor de mim”, ressaltou.

“Sou parceiro daquilo que é bom para Batayporã”
Ao falar sobre o cenário político atual, Sidnei fez questão de afirmar que nunca se considerou inimigo da atual administração. Segundo ele, reconhecer resultados positivos não significa abrir mão de opiniões ou posições pessoais. “Sou parceiro daquilo que é bom para Batayporã. Nunca fui inimigo da minha cidade e nunca serei. Quando vejo algo sendo bem feito, reconheço e elogio”, afirmou.

Para Sidnei, o desenvolvimento do município deve estar acima das disputas políticas. “A política não pode ser maior do que o amor pela cidade. Pessoas passam, cargos passam e administrações passam. Batayporã permanece”, declarou.

Formação e busca pelo conhecimento
Ao responder às críticas relacionadas à sua capacidade administrativa, Sidnei também destacou sua trajetória de formação profissional.

Ele conta que retornou aos estudos e frequentou uma faculdade já próximo dos 40 anos de idade. Formado em Administração de Empresas e Pequenos Negócios, possui especialização em Gestão Pública Municipal, Empreendimentos Imobiliários e Jornalismo. Também está concluindo sua formação no curso de Jornalismo, com previsão de término da graduação em dezembro de 2026.

Além da formação acadêmica, Sidnei afirma possuir mais de 50 cursos de capacitação em seu currículo. “Tudo isso foi conquistado com esforço. Nada caiu do céu”, afirmou.

Segundo ele, a busca por conhecimento continuou mesmo durante períodos difíceis da vida pessoal. “Mesmo nos momentos mais difíceis, inclusive durante tratamento de saúde, continuei trabalhando”, declarou.

Atualmente, Sidnei também ocupa a presidência de uma importante entidade da área empresarial do município e de outra instituição ligada à área social.

Apesar disso, afirma que não utiliza os cargos como instrumento de superioridade. “Cargo não me define. Título não me coloca acima de ninguém. Eu trabalho”, resumiu.

O recado aos críticos: “Zé Ruela”
Foi ao falar sobre críticas e ataques pessoais que Sidnei utilizou uma expressão que, segundo ele, representa sua resposta àqueles que tentam desqualificar sua trajetória sem conhecer sua história. “Não é qualquer Zé Ruela, qualquer pessoa que não conhece o mínimo de administração ou gestão pública, que pode querer falar da minha capacidade sem saber por onde eu passei”, afirmou.

Sidnei ressalta que não é contrário às críticas, desde que sejam feitas com responsabilidade. “Crítica construtiva faz parte da vida pública. O problema é quando a pessoa fala apenas por fofoca, interesse ou vontade de diminuir alguém”, declarou.

Em tom pessoal, ele afirma que sua história foi construída enfrentando dificuldades e superando obstáculos. “Quer saber quem eu sou? Então calce os meus sapatos. Trilhe os caminhos que eu trilhei. Passe pelas estradas de espinhos por onde caminhei, enfrente as humilhações que enfrentei e, mesmo assim, continue de cabeça erguida”, disse.

Fé, família e trabalho
Sidnei também atribui à fé e à família parte importante da força que encontrou para enfrentar os momentos mais difíceis. “Meu chefe é Deus e meus clientes são aqueles para quem presto meu trabalho”, afirmou.

Ele disse ainda que costuma orar inclusive pelas pessoas que torcem contra ele. “Não preciso desejar o mal de ninguém para seguir em frente. Quem me protege é Deus”, declarou.

A família, segundo Sidnei, representa sua principal base. “Tenho uma família maravilhosa, e ela é a minha base. É dela que vem muita da força que tenho para continuar lutando”, afirmou.

“Nenhum Zé Ruela vai me abalar”
Ao final de seu relato, Sidnei reforçou que não pretende permitir que críticas ou ataques pessoais apaguem sua trajetória. “Fui humilhado, desacreditado e criticado muitas vezes. Tentaram diminuir aquilo que eu era e aquilo que eu poderia ser. Mas eu nunca deixei a cabeça cair”, declarou.

E deixou uma mensagem direta aos críticos. “Podem falar. Podem criticar. Podem tentar diminuir minha trajetória. Mas não vão apagar aquilo que vivi, aquilo que construí e tudo aquilo que ainda pretendo construir.”

A frase final resume o tom de sua manifestação:

“Nenhum Zé Ruela vai me abalar. Eu vou continuar trabalhando, porque foi assim que construí minha história.”

Para Sidnei, o passado representa aprendizado, mas não deve impedir a construção do futuro. “Não quero viver preso ao que passou. O importante é seguir trabalhando, reconhecer aquilo que é bom para Batayporã e continuar acreditando que nossa cidade pode avançar cada vez mais”, concluiu.

“Ah, mas o Ney é puxa-saco do Germino, dos vereadores e dos secretários.”

Não! Eu não sou puxa-saco de ninguém. Sou um cidadão consciente, que acompanha a realidade da minha cidade e que não tem vergonha de reconhecer quando um trabalho está sendo bem feito. E posso afirmar, com base na minha experiência e vivência dentro da administração pública, que a atual gestão é muito superior às últimas administrações que passaram por Batayporã, especialmente pela forma como valoriza o trabalho técnico e dá voz aos secretários e às equipes.

Sou uma pessoa grata por ver minha cidade sendo bem administrada, crescendo e conquistando avanços que durante muitos anos sonhamos em ver acontecer. Reconhecer isso não é ser puxa-saco; é ter responsabilidade, maturidade e amor por Batayporã.

E se o trabalho é bom para a nossa cidade, vamos reconhecer, apoiar e seguir juntos em frente.

“Seguimos em frente. Sempre em frente. Com fé, trabalho, coragem e Deus no comando.”