Futebol
Análise: Corinthians sem brio e senso de urgência perde da Chape e aprofunda crise no Brasileirão
Timão desperdiça chance de pontuar contra o lanterna do campeonato e aumenta pressão por resultado às vésperas de jogo decisivo da Libertadores
BATANEWS/GE
O Corinthians chegou à quarta derrota consecutiva no Brasileirão ao levar uma virada da Chapecoense, lanterna do campeonato e que nunca havia vencido na Neo Química Arena. O time desperdiçou uma pontuação obrigatória e aumentou a pressão para a Conmebol Libertadores.
Depois das derrotas para Cruzeiro, Coritiba e Santos, a Chapecoense era a adversária ideal para reverter a má fase. Entretanto, o revés por 2 a 1 no último domingo só serviu para aprofundar ainda mais a crise e aumentar a desconfiança com o time.
O Corinthians que se apresenta no Brasileirão, sonolento, insosso, displicente, nem de longe se parece com o que dá as caras na Libertadores, muito mais aguerrido, mesmo não encantando tática e tecnicamente.
O problema de haver dois times na mesma equipe, que era uma marca do trabalho de Dorival Júnior, voltou a se manifestar sob o comando de Fernando Diniz. Com a diferença de que a equipe já se despediu nas oitavas de final da Copa do Brasil, competição que venceu no ano passado.
Resta agora a Libertadores.
Faltam brio e senso de urgência aos jogadores do Corinthians. Primeiro porque o time vinha de três derrotas e precisava dar uma resposta à altura. Tanto é que Diniz não poupou e mandou a campo o que tinha de melhor à disposição, mesmo com nove desfalques por lesão e suspensão.
Era de se esperar que, com o resultado garantido, os principais jogadores pudessem descansar para a partida de ida das quartas da Libertadores. O jogo contra o Estudiantes será na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), com o time embarcando para La Plata, na Argentina, já nesta segunda-feira.
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O cenário começou perfeito. Matheus Bidu abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo. Era enfileirar gols, assegurar placar elástico no tempo inicial e descansar no segundo, com substituições que pudessem preservar os atletas para a Libertadores. Seria a medida inteligente diante do calendário apertado.
O problema é que o Corinthians começou a descansar logo na sequência do gol. O time passou a fazer um jogo burocrático, lento e pouco inspirado, criando quase nada e não aproveitando as chances que criou. O castigo veio ainda no primeiro tempo, com o empate da Chapecoense, na primeira finalização da equipe, aos 40 minutos.
No segundo tempo, o time de Santa Catarina passou a jogar melhor e estar mais próximo da virada do que de sofrer outro gol. Foi o que aconteceu. Marcinho fez o segundo gol dele na partida.
Foi só a partir daí que os jogadores pareceram acordar para o que estava se desenhando. Diniz colocou o time no ataque e recorreu aos manjados cruzamentos na área para tentar ao menos o empate, que já seria vergonha diante das circunstâncias. Uma derrota, então, é inaceitável.
A Chape ganhou pela primeira vez na Neo Química Arena, no seu nono jogo no estádio corintiano, e chegou apenas à sua terceira vitória no Brasileirão - tinha vencido também São Paulo e Santos.
O Corinthians estacionou nos 32 pontos e caiu para o 11º lugar do Brasileirão, estando a sete pontos da zona de rebaixamento. Uma situação muito incômoda, como reconheceu o treinador corintiano em entrevista coletiva.
— Tem que ganhar a próxima partida. Não tem muito o que ficar projetando no campeonato. Situação difícil. Quatro derrotas machucam muito, três derrotas em casa. Assumo a principal responsabilidade do time. O time teve até desempenho, mas não pode perder quatro jogos seguidos no Brasileiro e três jogos em casa. O momento é fazer o time voltar a vencer. Tenho me empenhado ao máximo para procurar o melhor para tirar dos jogadores para evitar os erros que estão custando derrotas, de maneira especial as falhas que a gente não concedia ao adversário no começo do meu trabalho aqui.
Depois do jogo contra o Estudiantes, o Corinthians terá o Flamengo como próximo adversário no Brasileirão, em compromisso pela 27ª rodada, no domingo, às 17h30, no Maracanã.






