Política
Renan Santos diz que próximo presidente da República 'deverá ir para o enfrentamento contra STF'
Em entrevistas nesta terça-feira (8), o candidato a presidente pelo Missão defendeu o impeachment de ministros do Supremo e disse que Toffoli deu "canetada por vingança" em decisão de que foi alvo. Renan ainda chamou Augusto Cury (Avante) de "pastel de vento".
BATANEWS/G1
Nesta terça-feira (8), o candidato Renan Santos afirmou que "o próximo presidente [da República] deverá ir para o enfrentamento contra o STF", tirando ministros da Corte.
Renan chamou de "canetada por vingança" a suspensão da campanha dele nas redes pelo ministro Dias Toffoli. O presidenciável também propôs a implementação de uma nova Constituição.
Renan teceu críticas a adversários na eleição. Afirmou que Augusto Cury (Avante) é "um pastel de vento", relembrou o envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Master e disse que Lula (PT) será "dragado" pela crise institucional entre os Três Poderes.
Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (8) que "o próximo presidente deverá ir para o enfrentamento contra o STF". A fala do candidato à Presidência da República ocorre no contexto dos últimos desdobramentos do caso Master, cujos relatórios da PF mostraram troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e autoridades dos Três Poderes, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Em entrevista à TV Jovem Pan, o candidato do Missão explicou que mudou de opinião sobre a abordagem ao STF, que inicialmente, se eleito, era de evitar um combate direto.
"Se o STF tiver a composição atual com o Dias Toffoli e com o Alexandre de Moraes, significa que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato. Isso significa que a gente vai ter um país permanentemente quebrado e dividido. Portanto, o próximo presidente vai ter que atuar em retirar do STF tanto o Alexandre quanto Dias Toffoli", afirmou Renan.
O candidato também disse que não vai reconhecer decisões que venham de Moraes ou de Toffoli, alegando que são "ministros ilegítimos". "Eles estão ocupando uma posição ilegítima no STF. Eles operaram em favor de um banco corrupto que comprou a República", disse.
Na entrevista, Renan também falou sobre a decisão do ministro Dias Toffoli, que suspendeu o direito do candidato de fazer campanha eleitoral pelas redes sociais diante de uma inconsistência na declaração das redes sociais dele. O presidenciável chamou a medida de "canetada por vingança".
O tema foi assunto de uma outra entrevista que Renan Santos concedeu, também nesta terça, à Mathias TV. O candidato revelou que ficou "atônito" diante da decisão, e que o ministro "arregou" ao voltar atrás.
"Quando eu vi o teor da decisão, eu falei que aquilo teria de ser revertido, ou não teria eleições esse ano. E ali eu falei: 'eu vou dobrar aposta até o fim'. Ele quem cometeu o erro aqui, foi o Toffoli. E ele ficou numa armadilha. Eu falei: 'eu vou espremer esse cara igual a uma laranja. Vou tirar tudo o que eu puder dele ali', e deu certo. Eu vi que ele foi muito fraco", argumentou.
Nova Constituição e reforma política
Entre as propostas de Renan Santos, o candidato destacou que, se eleito, vai trabalhar por uma nova Constituição. Segundo o candidato do Missão, a atual Carta Magna é "um impeditivo a qualquer tipo de crescimento econômico brasileiro ou ganhos na área da soberania".
"A gente tem despesas vinculadas, o que é uma maluquice a Constituição vincular despesa e, ao mesmo tempo, você não enfrentar o crime internamente. A gente vê nossa vida piorando, direitos humanos não sendo respeitados, mas no papel está tudo lá escrito como se fosse uma carta do Papai Noel", argumentou.
Na avaliação do candidato, no entanto, a atual composição do Congresso Nacional faria com que uma nova Constituição fosse "pavorosa". O presidenciável sugeriu uma reforma política com a escolha de uma nova Assembleia Constituinte, com a instauração de uma quarentena para a vida política.
"Todos os brasileiros eleitos para participar de uma Assembleia Constituinte não podem participar depois da atividade política por 12 anos. E por quê? Porque aí você retira da Constituinte todo mundo interessado em fazer negócio e todo mundo interessado em ter suas carreiras políticas", propôs.
Críticas a adversários
Durante as entrevistas, o candidato do Missão ainda teceu críticas a adversários na corrida eleitoral. Em relação a Augusto Cury (Avante), Renan Santos disse que o escritor, que atualmente ocupa o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais recentes, é um "não-assunto".
"Cury é um pastel de vento. Ele não resiste ao contraditório. Não existe a necessidade de ter que ter uma opinião sobre qualquer assunto, porque a beleza do Cury é não ter opinião", afirmou.
Renan Santos também criticou Flávio Bolsonaro (PL) e relembrou o suposto envolvimento do senador com o caso Master.
"As pessoas têm todos os estímulos a se tornarem políticos ruins e roubarem. No Brasil, você rouba, você é ladrão, você recebe dinheiro do Daniel Vorcaro, você vai para a eleição, e as pessoas saem na rua aplaudindo você. Vejam o Flávio Bolsonaro ontem: o cara recebeu o dinheiro do Daniel Vorcaro e tinha gente 'ai meu Deus, ele luta contra a corrupção'", disse.
Por fim, Renan Santos ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avaliou que o petista não vai conseguir se desvencilhar dos últimos acontecimentos da crise entre os Poderes.
"Lula vai ser dragado para essa crise, até porque os envolvidos na crise já avisaram claramente que é para ele interferir em favor da turma dele no STF. A turma do Dino, Gilmar, Toffoli e Xandão é a turma do Lula no STF", concluiu.






