Revoltado após estourar dois pneus, morador pega marreta e enxadão para tapar buracos na BR-376

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Imagem: Nova News

Revoltado após sofrer prejuízos duas vezes em menos de 24 horas, Moisés Tavares, morador do distrito de Vila Amandina, em Ivinhema, decidiu protestar contra as condições da BR-376 de uma maneira inusitada. Na manhã desta terça-feira, ele pegou uma marreta e um enxadão e foi até a rodovia tentar tapar um dos buracos existentes no trecho.

Segundo Moisés, duas rodas de seu veículo foram danificadas ao passar por buracos na estrada que liga Nova Andradina a Ivinhema. Sem esconder a indignação, ele retornou às proximidades do local onde sofreu os prejuízos e iniciou o serviço por conta própria.

A iniciativa certamente não resolve os graves problemas enfrentados pelos motoristas, mas serviu como um desabafo e uma forma de chamar a atenção das autoridades responsáveis.

Em entrevista ao Nova News, Moisés explicou que encontrou na atitude uma maneira de denunciar o descaso com a rodovia. O vídeo do protesto rapidamente viralizou em grupos de WhatsApp, sendo compartilhado e comentado por centenas de pessoas.

A BR-376 é uma das principais vias da região e liga o Vale do Ivinhema e a Grande Dourados a importantes rotas de acesso aos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Apesar de sua importância, usuários reclamam há anos da falta de manutenção e dos riscos provocados pelos buracos.

O trecho onde Moisés realizou o protesto também foi cenário de uma tragédia recente. Há menos de uma semana, um motociclista morador de Vila Amandina perdeu a vida após um grave acidente no local.

A manutenção da BR-376 é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT. O Nova News tentou contato com o órgão na manhã desta terça-feira para saber se existe algum planejamento para a recuperação da rodovia, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Enquanto uma solução definitiva não chega, quem precisa trafegar pela BR-376 segue enfrentando prejuízos, insegurança e o perigo constante de novos acidentes