Religiosidade
Dia de Nossa Senhora Aparecida será celebrado durante o segundo turno, em meio à polêmica na eleição
Feriado de 12 de outubro cairá oito dias depois da primeira votação
BATANEWS/VEJA
O Dia de Nossa Senhora Aparecida, uma das principais datas do calendário católico brasileiro, será celebrado em pleno período entre os dois turnos das eleições de 2026. O feriado de 12 de outubro cairá oito dias depois da primeira votação, marcada para o domingo, 4 de outubro, e treze dias antes de um eventual segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro.
A coincidência ocorre em meio a uma polêmica que colocou religião no centro da campanha presidencial. Conteúdos divulgados nas redes sociais associaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira do Brasil. Flávio negou a informação e afirmou que não existe possibilidade de apoiar uma iniciativa desse tipo.
Caso a eleição presidencial não seja decidida no primeiro turno, portanto, o dia 12 de outubro vai cair na fase decisiva da campanha, quando os dois candidatos mais votados disputarão a Presidência até a votação do dia 25. Pelas regras eleitorais, o segundo turno ocorre quando nenhuma candidatura à Presidência obtém mais da metade dos votos válidos na primeira etapa.
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O que provocou a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida?
A controvérsia começou com a circulação de publicações que relacionavam Flávio Bolsonaro a um antigo projeto de lei sobre o título de Nossa Senhora Aparecida. Os conteúdos também recuperavam uma declaração feita pelo senador em agosto, quando ele afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A fala ocorreu em um vídeo no qual explicava sua ausência no primeiro debate presidencial promovido pela Band.
As postagens passaram a associar a declaração a uma suposta intenção de Flávio de retirar ou apoiar a retirada da condição de padroeira do Brasil atribuída a Nossa Senhora Aparecida. O candidato negou a acusação e classificou o conteúdo como falso.
De quem era o projeto citado nas publicações?
O projeto mencionado na controvérsia é de 2007 e teve como autor o então deputado federal Professor Victório Galli, na época filiado ao PMDB. O Projeto de Lei 2.623/2007 pretendia alterar a legislação referente ao feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi posteriormente arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
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