Homem é condenado a 17 anos por feminicídio em MS

Kamyla Scarlet Fernandes Cristaldo, de 28 anos, foi baleada ao sair de casa para pegar um carro de aplicativo e morreu após três meses internada.

BATANEWS/G1


Matheus Henrique de Oliveira Domingos no bando dos réus — Foto: TV Morena

Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, foi condenado nesta sexta-feira (2) a 17 anos de prisão em Campo Grande. Ele cometeu feminicídio contra Kamyla Scarlet.

Durante o julgamento, o réu negou a autoria do crime. A Defensoria Pública solicitou a impronúncia de Matheus, alegando falta de provas suficientes para levá-lo a júri.

O crime ocorreu em setembro de 2024 e foi motivado por ciúmes. A vítima foi atingida por 2 disparos e morreu após 3 meses internada.

Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, foi condenado nesta sexta-feira (2), em Campo Grande, a 17 anos de prisão pelo feminicídio de Kamyla Scarlet Fernandes Cristaldo, de 28 anos. A vítima foi baleada no pescoço em setembro de 2024, no bairro Colúmbia, na região norte da capital.

A condenação foi pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Matheus foi absolvido da acusação de porte ilegal de arma de fogo por falta de provas suficientes para a condenação.

O pai de Kamyla acompanhou o julgamento e afirmou que considera que a Justiça foi feita. “Plenamente satisfeito, não estou, mas confortável eu estou', declarou.

Réu negou autoria e apresentou álibi

O julgamento foi presidido pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Na abertura dos trabalhos, o magistrado apresentou aos jurados um vídeo com informações sobre a dinâmica e as regras do julgamento.

Durante o interrogatório, Matheus negou a autoria do crime, assim como havia feito durante as investigações. Ele apresentou um álibi e afirmou que estava no interior de São Paulo no momento dos disparos.

A Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu, pediu a impronúncia de Matheus, sob o argumento de que não havia provas suficientes para submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa chegou a recorrer da decisão que levou o caso a júri popular, mas o pedido foi negado pela Justiça. Segundo as decisões do processo, havia indícios considerados suficientes de autoria, baseados em depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais.

Ainda conforme o processo, antes de morrer, Kamyla teria apontado Matheus como o responsável pelos disparos.

Vítima ficou três meses internada

Segundo a denúncia, Kamyla foi atingida por dois disparos no pescoço quando saía de casa para pegar um carro de aplicativo. O crime ocorreu em setembro de 2024, no bairro Colúmbia.

Kamyla era amiga da então namorada de Matheus. As duas moravam juntas na mesma casa. Conforme consta no processo, o crime teria sido motivado por ciúmes da amizade entre as duas.

Após os disparos, Kamyla foi socorrida e permaneceu internada por cerca de três meses na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, o suspeito fugiu e foi preso mais de um ano depois.