Política
Estado elege primeiro deputado gay com bandeiras LGBT+ na Assembleia
Professor douradense, Tiago Botelho (PT), conquistou 39.387 votos neste domingo (4)
BATANEWS/CGNEWS
Pela primeira vez em 49 anos, Mato Grosso do Sul elegeu um deputado estadual gay que vai defender bandeiras LGBT+ na Assembleia Legislativa. O professor douradense, Tiago Botelho (PT), foi eleito com 39.387 votos neste domingo (4), o sexto mais bem votado do Estado no pleito deste ano.
Em entrevista ao Campo Grande News, Botelho ressalta sua eleição como um avanço. 'Ser o primeiro deputado LGBT da história de Mato Grosso do Sul mostra avanço e representatividade. Não chego sozinho na Assembleia, chego com homens e mulheres que, por sua orientação sexual, são discriminados', disse na manhã desta segunda-feira (5).
A defesa de direitos e políticas públicas para a comunidade LGBT+ será uma de suas bandeiras na Casa de Leis. A atuação do deputado eleito vem desde quando era superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul.
Botelho defende a criação da primeira casa de atendimento e acolhimento às pessoas LGBTQIA+ no Estado. À frente da SPU/MS (Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul), disponibilizou um imóvel localizado na Rua Dr. Temístocles, na Esplanada Ferroviária de Campo Grande, para a implementação do espaço, porém o processo passa por entraves dentro do Governo do Estado.
Para Botelho, sua eleição também representa o desejo de renovação da população. 'Mostrou que renovar é preciso, tanto da direita como da esquerda. Tive o menor fundo eleitoral e a segunda maior votação do partido. É preciso renovar as lideranças da esquerda e olhar para o interior', completou.
Para sua estreia na Assembleia, o petista quer ouvir as demandas de cada região e construir um mandato participativo.
'Nos primeiros seis meses vou rodar os 79 municípios, ouvir cada prefeito, cada vereador e entender as demandas. Para aproximar o mandato, vamos criar aplicativo para as pessoas votarem comigo na Assembleia. Tem que votar sobre terceirização? Se sete mil pessoas votarem contra, eu vou dizer para o governador o porquê eu vou votar contra', finalizou.





