Policial
Autor de execução em piscina era procurado por morte de trabalhador rural
Marcelo Almeida Moura, o "Mangote", foi assassinado em novembro de 2025 no Bairro Portal Caiobá
BATANEWS/CGNEWS
Jonathan Lucas Pereira, 21 anos, o “Bigode', preso por tráfico de drogas e assassino confesso de Lucas Henrique Santos Vieira, o “Gato Preto', estava sendo procurado por homicídio e três tentativas, desde maio deste ano. O rapaz estava com mandado em aberto e chegou a ter um cartaz de procurado publicado.
Segundo investigação da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa), na madrugada de 30 de novembro de 2025, Jonathan estava em frente a uma conveniência no Bairro Portal Caiobá, junto com Luiz Otávio de Oliveira Souza, o “Tavinho'.
Os dois estariam provocando desavenças com outras pessoas que estavam no local, até que Marcelo Almeida Moura Bezerra, o “Mangote', passou em uma motocicleta pilotada por Nycolas Gabriel Ferreira. Jonathan ao ver o desafeto, chamou Tavinho para irem atrás da dupla.
Ainda conforme a investigação, Bigode e Tavinho se esconderam atrás de um imóvel esperando que as vítimas passassem. Ambos estavam armados, mas foi Jonathan quem atirou assim que viu Marcelo e NYcolas passarem.
Os dois ocupantes da motocicleta caíram ao solo e Marcelo morreu no local e, de acordo com a DHPP, teve uma arma furtada por moradores. Nycolas levantou e fugiu. No entanto, além da dupla, Jonathan ainda atingiu outros dois rapazes que o reconheceram posteriormente como atirador.
A investigação apontou que Marcelo e Jonathan tinham rixas e isso teria motivado o crime e que Bigode já estava ostentando a pistola e intimidando pessoas que estavam na conveniência, mostrando que o crime era um “previsível acerto entre as partes'.
Luiz Otávio acabou morrendo durante abordagem policial em 29 de dezembro daquele ano, mas Jonathan seguia foragido e teve o mandado de prisão preventiva expedido. Em maio de 2026, a Polícia Civil divulgou cartaz de procurado para o rapaz que acabou preso na segunda-feira (19), por equipe do BPChoque (Batalhão de Choque) da Polícia Militar.
Execução em piscina - Segundo a equipe militar, eles realizavam diligências durante a Operação Protetor e ao ser preso, Jonathan confessou ser o autor da execução de Lucas e da tentativa contra Davi Marques Marinho da SIlva, o “Caveirinha'.
Na versão informal, Bigode relatou ser responsável pelos tiros que resultaram na morte de Lucas, junto com Matheus Pereira da Silva Lima. O crime aconteceu no dia 8 de outubro, em um espaço de festa no Bairro Jardim Tarumã.
Lucas tentou escapar, mas foi alvejado com tiros na nuca e nas costas, caindo sem vida dentro da piscina. Já Davi foi atingido por três disparos nas pernas e nas nádegas.
Equipes da PM e do Batalhão de Choque estiveram no local. Davi foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Perícia e Polícia Civil foram acionadas no espaço de festas, onde Lucas já estava morto. O caso foi registrado como homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Além disso, Jonathan afirmou ter participação indireta no latrocínio de Gian Marcelo Samaniego, por ter emprestado as armas usadas no crime para Matheus. Porém, alegou acreditar que o armamento seria usado para proteção do comparsa.
Em depoimento formal à delegada Lucélia Constantino de Oliveira, ele justificou que cedeu o armamento por laços de amizade e consideração, afirmando que Matheus o havia auxiliado e cuidado dele durante o período em que esteve internado em um hospital após sofrer atentados contra a vida.
Prisão - Jonathan foi preso por equipe do Choque por volta das 13h30 da segunda-feira. O rapaz estava em uma casa na Rua João Alves Pereira, junto com Paulo Henrique Silva Santos, 26 anos. No local foi apreendida uma mochila contendo um revólver Taurus calibre .44, aproximadamente 537 gramas de maconha e 12 gramas de cocaína.
Os militares também localizaram uma motocicleta Royal Enfield Hunter 350 e um motor de motocicleta Titan 125, ambos identificados como produtos de roubo. Paulo optou por ficar em silêncio durante o depoimento. Ambos os envolvidos foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.







