Política
Em resposta a 'desafio' de Lula, Flávio impõe condições ao petista para liberar sigilos
Defesa do candidato do PL exige que Lula inclua na quebra de sigilos contas de ex-assessores, dados de cartões corporativos e registros de reuniões no Palácio do Planalto.
BATANEWS/G1
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou petição nesta terça-feira (21) ao TSE. Ele respondeu ao desafio de Lula e impôs condições para liberar seus sigilos.
Na véspera, Lula havia autorizado a abertura de seus dados nos últimos 8 anos. A defesa de Flávio classificou a proposta do petista como "promessa vazia".
O senador pede que o TSE intime Lula a aceitar as novas condições. Flávio argumenta que a proposta do adversário exige transparência total e é um "factóide".
Flávio negou ser sócio ou beneficiário da Alcazar Holdings. Ele foi cadastrado como "usuário master" de conta da empresa de Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro.
O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, apresentou nesta terça-feira (21) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta ao desafio de quebras de sigilo lançado nesta semana pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No documento, endereçado ao ministro André Mendonça, Flávio diz aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além de dados de seus familiares citados e de empresas de sua propriedade.
No entanto, como condição para isso, impõe que o petista faça o mesmo, ampliando os objetos das quebras de sigilos.
Na véspera, Lula havia protocolado um documento no TSE declarando "autorizar" a abertura de seus sigilos e de seus familiares nos últimos 8 anos, condicionando o ato à reciprocidade do adversário.
Para a defesa de Flávio Bolsonaro, no entanto, a proposta inicial de Lula seria uma "promessa vazia" e uma "quebra para inglês ver", argumentando que eventuais irregularidades do adversário estariam ocultas em nomes de terceiros, laranjas e empresas, e não em suas contas diretas.
"O pedido de Lula é uma verdadeira aberração jurídica. Não pede nada ao Tribunal, não se encaixa em nenhum tipo de processo e depende da vontade de quem nem sequer é parte. Também é desnecessário, porque, caso o candidato estivesse realmente preocupado em levar a verdade aos eleitores, poderia, ele próprio, divulgar os extratos", afirmam os advogados na peça.
As condições impostas por Flávio
Na petição apresentada no TSE, o senador condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal. Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:
Sigilos de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete.Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003 .Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato.
Na petição, Flávio Bolsonaro diz que "quem não deve, não recorta" e que o pedido feito por Lula, às vésperas do segundo turno, exige transparência total. Ele também critica o que classifica como um "factóide" da campanha do petista.
O candidato do PL pede ainda que o TSE intime Lula a dizer se aceita as condições e, em caso negativo, que seja registrado no processo que o petista recusou a proposta.
Flávio nega ser sócio de Tomaz em empresa
No documento enviado ao TSE, Flávio diz que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa do advogado e amigo do candidato do PL Willer Tomaz.
Flávio diz que, por isso, não tem dados bancários e fiscais da empresa.
Flávio Bolsonaro foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente à referida empresa de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Nesta terça-feira (20), Lula defendeu a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings.
Flávio é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.
O outro inquérito trata do financiamento de "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.
A defesa do senador tem negado irregularidades nas investigações, afirmando que não há envolvimento em ilícitos e criticando a divulgação de peças sigilosas durante o período eleitoral.
As condições impostas por Flávio Bolsonaro
Na petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Flávio Bolsonaro condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto os períodos em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal.
Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:
Sigilos de assessores próximos: apresentação de termos de autorização para a quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como "Marcola", ex-chefe de gabinete.
Empresas de familiares e sócios: acesso a contas e informações sigilosas de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, desde 2003.
Caso Master: divulgação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e de detalhes da reunião realizada entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), além da quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Cartão corporativo: divulgação de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, bem como das agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano do mandato.
Na petição, Flávio Bolsonaro afirma que "quem não deve, não recorta" e argumenta que o pedido apresentado por Lula, às vésperas do segundo turno, exige transparência total. O senador também critica o que classifica como um "factoide" da campanha petista.
O candidato do PL pede ainda que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições apresentadas. Em caso de recusa, solicita que essa decisão seja registrada no processo.
Flávio nega ser sócio de Tomaz em empresa
No documento encaminhado ao TSE, Flávio Bolsonaro afirma que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL.
Segundo o senador, por não ter vínculo societário ou administrativo com a empresa, ele não dispõe de seus dados bancários e fiscais.
Flávio Bolsonaro foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente à empresa de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Na terça-feira (20), Lula defendeu a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings.
Flávio é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.
O outro inquérito trata do financiamento de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, destinados à produção do filme.
A defesa do senador nega irregularidades nas investigações, afirma que não há envolvimento em atividades ilícitas e critica a divulgação de documentos sigilosos durante o período eleitoral.







