Policial
Ladrão de calcinhas é preso em Ribas do Rio Pardo; caso lembra histórias antigas de Batayporã
Casos aconteciam desde o início do ano, mas só agora vítima conseguiu flagrar autor no quintal da residência
BATANEWS/REDAçãO
Um homem de 38 anos foi preso em flagrante na madrugada da última terça-feira (20), por volta das 04h30min, em Ribas do Rio Pardo. Ele é investigado pelos crimes de violação de domicílio durante o período noturno e violência psicológica contra a mulher.
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher de 33 anos relatou que, desde o início do ano, sua casa, que não tem portão, vinha sendo invadida. No entanto, só em setembro ela percebeu que as calcinhas e os pijamas deixados no varal estavam sumindo. Em algumas ocasiões, as peças de roupa íntima eram devolvidas no dia seguinte.
Segundo a versão da vítima, as peças eram deixadas em cima de sua motocicleta, enquanto o invasor levava outras que estavam no varal. Em outubro, as “visitas” começaram a ficar mais frequentes, e ela pediu que o namorado dormisse na casa dela e instalou câmeras para identificar o criminoso.
Na madrugada de terça-feira, por volta das 4h30, o casal escutou barulhos e, ao olhar as imagens do circuito de monitoramento, visualizou um homem utilizando a lanterna de um celular na área de serviço. Assim que percebeu a presença dos moradores, o indivíduo tentou fugir, mas o namorado da vítima o alcançou e conteve até a chegada da PM (Polícia Militar).
Durante a abordagem e a revista pessoal realizada pelos policiais militares, foi encontrada no bolso direito do suspeito uma calcinha de cor cinza, que foi prontamente reconhecida pela proprietária. Dentro de uma mochila marrom que o homem carregava, foram localizadas outras peças íntimas e um short utilizado pela vítima para dormir.
Após a contenção, o suspeito foi encaminhado ao Hospital Municipal para a realização de exame de corpo de delito, onde a médica perita atestou a ausência de lesões corporais. Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo.
Em depoimento, o homem alegou trabalhar como ajudante geral em uma empresa de madeiras, mas optou por ficar em silêncio sobre o furto das calcinhas. O delegado Felipe Braga ratificou a prisão em flagrante e arbitrou fiança de dois salários mínimos (R$ 3.242,00) ao suspeito.
Como o valor não foi recolhido, ele permaneceu preso e deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (22).
Do varal à memória popular: Batayporã também tem suas histórias
A notícia de Ribas do Rio Pardo inevitavelmente faz lembrar histórias antigas que circularam em Batayporã, envolvendo um homem que, segundo comentários da época, teria o peculiar hábito de cheirar calcinhas.
Se a história de Ribas chama a atenção pelo suposto furto de peças íntimas, as lembranças de Batayporã mostram que o assunto já teria rendido conversa por aqui há alguns anos. Pelo visto, para certas figuras, o varal nunca foi apenas um lugar para secar roupa: poderia ser também uma tentação difícil de explicar.
Brincadeiras à parte, há uma diferença entre uma história que circula na memória popular e um fato registrado oficialmente. No caso de Ribas do Rio Pardo, a ocorrência foi atendida pela polícia, e o suspeito foi preso em flagrante.
No fim das contas, fica a lição: roupa íntima no varal é para secar, não para despertar interesses alheios. E quem tiver alguma preferência inusitada precisa entender que a privacidade dos outros não é peça de coleção, muito menos convite para uma visita clandestina.
Porque, convenhamos, uma coisa é gostar de roupa limpa; outra, bem diferente, é querer fazer do varal alheio um patrimônio particular.







