Policial
A peça que falta para desvendar conversas de delegado
CAMPO GRANDE NEWS
Expectativa – Sem acesso ao conteúdo das conversas do delegado Hoffman D’Ávila, que não entregou o celular durante a Operação Infiltrados, o Gaeco aposta agora na extração dos dados do aparelho do advogado Amilton Ferreira de Almeida. A expectativa é esclarecer pontos importantes da investigação sobre o possível vazamento da ordem de prisão contra o policial, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.
Dados cruzados – Até agora, o Gaeco conseguiu identificar com quem Hoffman manteve contato no dia 24 de setembro, por meio de autorização para interceptação das comunicações via WhatsApp, mas sem acesso ao conteúdo das conversas. Com os dados do celular de Amilton, que chegou a ficar preso, os investigadores esperam reunir novas peças do quebra-cabeça.
Peça que falta – A análise do aparelho do advogado poderá ajudar a esclarecer quem teria alertado sobre a operação e o que foi discutido nos contatos mantidos naquela madrugada. É uma das respostas que ainda faltam para fechar o mosaico de informações reunidas pelos investigadores.
Banco escolhido - A Prefeitura de Campo Grande escolheu o Banco do Brasil para prestar serviços bancários à PGM (Procuradoria-Geral do Município). A prefeita Adriane Lopes (PP) aprovou a contratação direta, sem disputa entre instituições, em termo assinado no dia 15 de outubro.
Sem detalhes – O documento informa que a contratação atende a um pedido da procuradoria e cita o enquadramento legal para a dispensa de licitação. Não apresenta, porém, o valor, o prazo nem quais serviços bancários serão prestados à administração municipal.
Freio na contratação – O Tribunal de Contas suspendeu uma licitação para contratar o sistema de cadastro, contas e cobranças do serviço de água e esgoto de São Gabriel do Oeste. O problema está nas exigências do edital, que podem restringir a participação de empresas sem justificativa suficiente. Uma concorrente questionou a limitação das tecnologias aceitas e a obrigação de comprovar experiência com pelo menos dois atestados de instituições do setor.
Falta explicar – O serviço municipal alegou que as condições garantem segurança e qualidade, mas o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo considerou insuficientes as justificativas apresentadas. A disputa já aponta uma vencedora, com proposta de R$ 277,3 mil, mas a suspensão impede a contratação até nova decisão. Os responsáveis terão cinco dias úteis para prestar esclarecimentos.
Santinhos pelo chão – Mara Caseiro (PL), Pedro Caravina (PSDB) e Silvio Eduardo Alves Pena (PSDB) foram multados em R$ 2 mil cada por derrame de material de campanha próximo de três escolas utilizadas como locais de votação em Ivinhema. A juíza Mariel Cavalin dos Santos considerou que o relatório da fiscalização e as fotografias comprovaram a propaganda irregular no primeiro turno.
Conta compartilhada – As defesas questionaram as provas e a responsabilidade dos candidatos, mas a juíza entendeu que as circunstâncias demonstravam conhecimento da irregularidade. PL e PSDB também respondem pelas multas de seus respectivos candidatos, sem duplicação da cobrança. O total é de R$ 6 mil, com pagamento previsto após o esgotamento das possibilidades de recurso.
Combustível encareceu – A Prefeitura de Jaraguari publicou o quinto aditivo a um contrato de rastreamento, monitoramento, manutenção e fornecimento de combustível para a frota municipal. A alteração acrescenta R$ 518 mil, com aumento de 25% sobre a parcela reajustada. Com isso, o contrato firmado em 2023 passa de R$ 6,8 milhões para R$ 7,4 milhões, atendendo veículos do gabinete do prefeito e de secretarias municipais.







