Política
Eleições: a sorte está lançada!
BATANEWS/MANOEL AFONSO
MAU SINAL: Preocupa o nível das relações entre Zeca do PT e Puccinelli na futura legislatura. Os motivos, notórios. A causa é o atual humor do petista com seus excessos verbais, impróprios na ‘Casa do Povo’. Agora, Zeca chamou de canalha o vereador e deputado eleito Salineiro. Crápula, infame, cafajeste, patife, miserável – os sinônimos deste termo pesado. Francamente...
PAUTAS: Para o deputado coronel Davi elas são imprescindíveis aos parlamentares. ‘Questão de sobrevivência’ – diz ele. A propósito; estive com deputado eleito Odilon Ribeiro - que focará na defesa do Pantanal. Também em visita à Casa de Leis, a deputada eleita Gianni Nogueira reiterou seu olhar especial às questões sociais e à saúde de Dourados e região.
‘DAY AFTER’: A não reeleição de Junior Mochi resultará no vácuo de representatividade política na região norte liderada por Coxim. Ele, deseja voltar à advocacia baseada em Campo Grande. Aliás, Mochi já identifica alguns personagens coxinenses em condições de reiniciar esse projeto político de âmbito regional.
INTERROGAÇÕES: Sobrevivem ao longo da campanha. Os debates entre Lula e Flavio mudaram a vitrine num ringue nervoso. A radicalização deixou as esperadas propostas em segundo plano. Neste debate (Globo) espera-se que ambos postulantes apresentem a ‘bala de prata’, sob pena do controle remoto ser o vitorioso da noite.
AUSENTES: Tirar o eleitor de casa é o desafio dos candidatos. Desânimo, cansaço? No primeiro turno, de cada 10 eleitores, 2 não foram votar. Uma apatia justificável por conta do cenário social e econômico do país e das desacreditadas instituições (Executivo, Legislativo e Judiciário). Os ausentes equivalem ao eleitorado da Argentina
LEMBRETE: A taxa de ausência de Mato Grosso do Sul com 23,9%, foi a maior do país. Embora tenha o quinto maior percentual de eleitores que não escolheram os finalistas (31,2%), o principal componente foi a abstenção. Dos 634 mil eleitores que não escolheram Lula nem Flavio, 483 mil não compareceram às urnas.
REFLEXÃO: “O político narcisista não se contenta em governar, representar ou exercer uma função pública. Precisa ser celebrado. Não basta realizar uma obra; é necessário convencer a população de que ninguém jamais seria capaz de fazê-la. Não basta administrar uma cidade, um estado ou um país; é preciso vender a imagem de que tudo começou com ele e de que nada sobreviverá sem sua presença. ” (Jener Tinoco)
‘MARRUÁ’: Se em 2.022 Marcos Pollon obteve 103.111 votos (38.018 votos na capital), agora volta a surpreender com 140.129 votos (56.347 votos só na capital) – totalizando 12,14% dos votos válidos. Neste pleito foram 37.018 votos a mais do que nas eleições anteriores. Crescimento oceânico deste bolsonarista de primeira hora.
O CAMPEÃO: Valores marcantes de conduta do prefeito Xixi de Paraíso das Águas. Deu a maior votação (2.357 votos) proporcional (no MS) ao candidato Riedel (82,38%), e comandou a vitória de Fabio Bolsonaro com 72,98% (2.253 votos) contra 701 de Lula. E mais: Reinaldo obteve 2.387 votos (42,62%) e o Capitão Contar chegou a 2.347 votos (41,90%).
RETORNO: Foram 124,409 votos, dos quais 68.306 (54,9% na capital - que elegeram Rose Modesto para a Câmara. Obteve ganho de 18.871 votos em relação ao pleito de 2.018 com 49.435 votos. No interior as maiores votações: Aparecida do Taboado (2.639 votos), Ponta Porã (2.422 votos), Aquidauana (2.411 votos) e Dourados (2.025 votos).
GUERREIRA: 120.199 votos garantiram a eleição de Mara Caseiro para a Câmara. Superávit de 70.687 votos em relação ao pleito de 2.018 (deputada estadual com 49.512 votos). Cidades destaques: 14.179 votos na capital; 5.453 votos em Naviraí; 5.251 em Dourados; 4.372 votos em Três Lagoas e 4.251 votos em Coronel Sapucaia (43,80%).
CHICOTE: Isa Marcondes eleita com 76.956 votos - 39.025 votos em Dourados; 4.530 em Campo Grande; 2.911 em Ponta Porã; 2.443 em Maracaju e 2.391 em Itaporã. Entre o pleito (vereança) de 2.024 e 2026 ganhou 73.964 votos. Foi votada em 78 cidades e a mais votada em 3 delas. A expectativa é proporcional às promessas de campanha.
DAGOBERTO: Vitorioso pela 5ª vez (2.006, 2.014, 2.018, 2.022, 2.026) foi reeleito agora com 56.217 votos. Superávit de 8.000 votos em relação aos 48.217 votos em 2.022. Em 2.010 disputou o Senado - em 2.004 e 2.020 a prefeitura da capital. Votações: 7.728 votos na capital; 4.216 em Paranaíba; 3.169 em Miranda; e 2.300 em Bonito.
RINALDO MODESTO: Eleito deputado estadual pela sexta vez. Disputou 10 eleições desde 1.998 – incluindo 2 pleitos para vereança. Suas votações para Assembleia Legislativa: 23.763 votos (2.026) – 12.800 votos (2.022) – 24.593 votos (2.018) – 29.386 votos (2.014) – 22.864 votos (2.010) – 14.017 votos (2.006) – 9.025 votos (2.002).
MARCIO FERNANDES: Com 23.122 votos garantiu o sexto mandato. Votações na sua trajetória: em 2.006 obteve 9.708 votos; em 2.010 pontuou 23.138 votos; em 2.014 obteve 22.357 votos; em 2.018 foram 23.296 votos; em 2.022 chegou a 16.111 votos. Maiores votações: na capital 6.619 votos; Maracaju 1.471, Aral Moreira 1.399 e Mundo Novo 1.515.
PEDRO KEMP: Trajetória ascendente. Reeleito para o 6º mandato com 28.397 votos (13.085 votos na capital). Estreou em 1.998 com 8.336 votos; em 2.002 obteve 18.957 votos; em 2.006 foram 21.119 votos; em 2.010 conquistou 21.779 votos; em 2.014 chegou a 20.174 votos e em 2.018 obteve 20.969 votos. Coerente com sua ideologia.
LUCAS DE LIMA: Com 26.204 votos o radialista de Campo Grande assegurou pela segunda vez uma vaga na Assembleia e foi votado em 77 cidades, sendo 14.943 votos na capital; 1.147 votos em Sidrolândia; 1.029 votos em Bonito e 869 votos em Dourados.
LÍDIO LOPES: Votado nas 79 cidades para o 5º mandato com 20.801 votos. Na capital foram 7.575 votos (36,40%); Eldorado 1.065 votos; Japorã 990 votos e Mundo Novo 967 votos. Votações: em 2.022 obteve 32.412 votos; em 2.018 totalizou 27.877 votos; em 2.014 obteve 23.643 votos e em 2.010 somou 18.308 votos.
PÍLULAS DIGITAIS
A liberdade de eleições permite que você escolha do molho com o qual será devorado. (Eduardo Galeano)
Em política nunca se sabe onde termina a fofoca e começa a conspiração. (Millôr)
Felicidade! Passei no vestibular. Mas a faculdade é particular. Particular! (Martinho da Vila)
Cada um de nós carrega um potencial de santas humilhações hereditárias. (Nelson Rodrigues)
Nada está tão ruim que não possa piorar. (Adriana Fernandes)
A saída: no lugar de provar inocência, basta espalhar a culpa. (internet)
A oração começa onde a capacidade urbana termina. (Machado de Assis)
Escolher um presidente não é apostar numa bet.
Os cargos são finitos, mas a vontade de ocupa-los é infinita. (Inocêncio de Oliveira)







