Policial
Mulher tenta embarcar com 22,6 kg de maconha para Salvador e é pega pela PF
Aos policiais, Mariana Freitas Luz admitiu que atua como "mula" do tráfico interestadual há três anos
BATANEWS/CGNEWS
Mariana Freitas Luz, de 36 anos, foi presa pela Polícia Federal ao tentar embarcar para Salvador (BA) com 22,6 quilos de maconha no Aeroporto Internacional de Campo Grande. O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira (4) e foi descoberto após a bagagem passar pelo sistema de raio-X. Durante interrogatório, ela confessou o crime e contou que receberia dinheiro pelo transporte dos entorpecentes.
Conforme o registro da ocorrência, Mariana tinha passagem para Salvador, com conexão em Guarulhos (SP). Durante a inspeção por raio-X, os policiais identificaram que a mala apresentava peso desproporcional e continha material suspeito de ser droga.
Os agentes identificaram a proprietária da bagagem, que já estava embarcada na aeronave. Abordada pelos policiais, Mariana inicialmente negou saber da existência dos entorpecentes, mas depois admitiu que a mala era dela. Ainda conforme o documento, ela utilizava um documento de identidade em nome de outra pessoa para viajar.
Durante o interrogatório, Mariana confessou que trabalhava como 'mula' do tráfico interestadual desde 2023, transportando drogas de Mato Grosso do Sul para a Bahia. Ela contou que costumava viajar até Campo Grande para buscar as malas já preparadas com os entorpecentes, entregues por pessoas que não conhecia pessoalmente.
A mulher relatou que começou a transportar drogas depois de conhecer pessoas ligadas ao esquema em Salvador. Um dos primeiros contatos, identificado por ela como João, morava em Campo Grande e foi assassinado na Capital. Após a morte dele, outros integrantes do grupo passaram a organizar as viagens. Mariana disse que não conhecia essas pessoas e mantinha contato apenas por mensagens e áudios.
Segundo o depoimento, um homem conhecido como 'Carioca' era responsável por combinar os deslocamentos, passagens e hospedagens. A comunicação era feita pelo WhatsApp, por meio de um número com DDD 21. As malas eram deixadas nas proximidades do hotel onde Mariana ficava hospedada, em frente ao aeroporto da Capital.
Além de admitir o transporte de drogas, Mariana contou que utilizava documentos em nome de outras pessoas para embarcar. Ela recebia dados e imagens de identidades por e-mail e já havia usado diferentes nomes nas viagens. Na abordagem desta quarta-feira, estava com passagem emitida em nome de Rosângela.
Mariana também confirmou que havia feito outra viagem no fim de semana. Conforme o interrogatório, ela chegou a Campo Grande no domingo (1º), levou uma mala para a Bahia e retornou à Capital na terça-feira (3), um dia antes de ser presa. Ela afirmou que pretendia continuar realizando os transportes caso não fosse descoberta.
Sobre o pagamento, a mulher relatou que recebia o dinheiro somente depois de chegar ao destino. Os depósitos eram feitos na conta bancária da cunhada, que, segundo Mariana, desconhecia a atividade criminosa e acreditava que ela viajava a trabalho.
Durante o depoimento, Mariana autorizou o acesso aos dois celulares apreendidos e forneceu as senhas dos aparelhos à Polícia Federal. A análise dos dispositivos poderá auxiliar na identificação de outros envolvidos no esquema. Ela afirmou que mantinha registros fotográficos das malas transportadas, mas não tinha imagens dos responsáveis pelas entregas.





