A voz dos leilões, a história das festas e uma vida dedicada a Batayporã: conheça Valter Ravazi, o 'Picão'

Valter Ravazi, o popular Picão, atravessou gerações, marcou diferentes administrações municipais e se tornou um dos personagens mais conhecidos da história política, religiosa e cultural de Batayporã. E continua entre nós, carregando histórias que fazem parte da memória da cidade.

BATANEWS/REDAçãO


Foto: Divulgação

Existem pessoas que não precisam ocupar as páginas dos livros para fazer parte da história de uma cidade. Suas marcas estão nas ruas, nas instituições, nas festas populares e, principalmente, na memória das pessoas. Em Batayporã, um desses personagens tem nome e sobrenome, Valter Ravazi, carinhosamente conhecido por todos como Picão.

Com uma trajetória construída ao longo de décadas, Picão é daqueles personagens que atravessam gerações. Conhecido pelos moradores mais antigos e lembrado com carinho também pelos mais jovens, seu nome está ligado a importantes momentos da vida pública, religiosa e cultural do município.

Uma trajetória que atravessou diferentes administrações
Na administração pública municipal, Valter Ravazi construiu uma história de muitos anos de trabalho e dedicação. Sua atuação começou ainda na gestão do prefeito João Jamil Mella e continuou durante diferentes governos, passando pelas administrações de Jercé Eusébio de Souza, Edson Ibrahim, Beto Sãovesso e Jorge Takahashi.

Ao longo desse período, exerceu funções de direção em diferentes setores da Prefeitura, tornando-se uma figura conhecida nos bastidores e no cotidiano da administração municipal. Sua permanência e atuação em diferentes gestões demonstram o quanto esteve presente na construção da história administrativa de Batayporã.

O homem dos leilões e das grandes festas
Se existe uma atividade que se tornou uma verdadeira marca registrada de Picão, são os tradicionais leilões da Igreja Católica.

Especialmente durante as festas em homenagem a Santo Antônio, padroeiro de Batayporã, Valter Ravazi conquistou reconhecimento pela maneira característica de conduzir os leilões de gado, prendas, animais equinos, caprinos e tantas outras contribuições passavam por sua voz e seu jeito particular de animar as arrematações.

Para muitos moradores, falar dos leilões da Festa de Santo Antônio é lembrar imediatamente de Picão. Seu nome também aparece entre os personagens que ajudaram a construir a tradição dos grandes eventos populares do município.

Um dos idealizadores da Festa do Peão
Outra contribuição importante de Valter Ravazi foi sua participação como um dos idealizadores da antiga Festa do Peão de Batayporã, realizada na época da administração do prefeito Dr. Jercé. A festa representou um momento importante para o entretenimento, a cultura sertaneja e a integração da comunidade, deixando lembranças em muitas famílias que acompanharam suas edições.

Picão esteve entre aqueles que ajudaram a transformar ideias em acontecimentos, contribuindo para uma tradição que permanece na memória popular.

Uma lenda viva, conhecida por diferentes gerações
Em Batayporã, o apelido Picão dispensa apresentações para muitos moradores. Basta mencionar seu nome para que surjam histórias, lembranças e episódios de diferentes épocas.

Os mais antigos conhecem sua trajetória de perto. Os mais jovens, mesmo sem terem acompanhado todos os momentos de sua caminhada, reconhecem seu nome pelas histórias que continuam sendo contadas.

E há algo especialmente importante nessa história, Valter Ravazi está vivo e continua entre nós, podendo acompanhar o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de tantos anos.

Mais do que os cargos que ocupou, os eventos dos quais participou ou os leilões que comandou, Picão representa uma geração de pessoas que ajudaram a construir Batayporã com trabalho, participação e envolvimento comunitário.

Sua história não pertence apenas ao passado. Ela continua presente, nas lembranças, nos encontros e no reconhecimento de uma cidade que aprendeu a conhecer Valter Ravazi pelo nome que se tornou sua marca registrada, Picão.

Porque algumas pessoas não precisam ser lembradas apenas pela história que fizeram. Merecem ser reconhecidas enquanto continuam fazendo parte dela.