Educação
Mesmo com professores vacinados, UFMS não deve retomar aulas presenciais pelo 2º ano seguido
Além da UFMS, outras universidades públicas devem manter a rotina home office para a maioria dos cursos
BATANEWS/REDAçãO
Com grande parte da população vacinada e com todas as cidades de Mato Grosso do Sul já aplicando as doses em faixas etárias abaixo dos 30, bem como grupos prioritários da educação vacinados, muitos estudantes das universidades públicas de Mato Grosso do Sul alimentaram a esperança de voltarem às aulas presencialmente. A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), por exemplo, deve permanecer com o ensino remoto para a maioria dos cursos pelo segundo ano seguido.
A maioria dos alunos está fora das salas há quase dois anos. Vão passar metade do curso em casa, fora das instalações das universidade, sem ao menos ver o professor pessoalmente.
Uma aluna de Letras da UFMS em Campo Grande, que começou o curso em 2019 e não quis se identificar, disse que nunca imaginou passar por uma situação dessa.
“Tem professores que me deram aula que só foi aquele semestre, depois nunca mais vou vê-lo. Ano passado achei que em 2021 já voltaríamos presencial, no 1º semestre, achei que seria agora, mas pelo jeito só o ano que vem', lamentou ela.
Segundo a UFMS, mesmo com todo corpo docente e funcionários vacinados, não existe a previsão para retorno das aulas presenciais em massa. A instituição afirma que está trabalhando com o modelo híbrido, onde as aulas teóricas são realizadas remotamente e as aulas práticas podem ser realizadas presencialmente, seguindo o Plano de Biossegurança da Universidade e o Plano de Biossegurança setorial, pois cada unidade possui um plano próprio, para abranger suas especificidades. Por conta disso, cada unidade é responsável pela determinação das atividades presenciais permitidas.
Já o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), explicou que as atividades letivas presenciais e administrativas seguem suspensas até dia 15 de outubro, de acordo com decisão da reitoria em julho. A decisão segue as recomendações da Comissão de Organização de Campanhas de Conscientização dos Riscos e Medidas de Prevenção contra o Coronavírus, formada em âmbito institucional.
No entanto, a reitoria e os campus também estão operacionalizando ações para futuro retorno presencial com planejamento e segurança, seguindo o Programa Prosseguir. A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) é mais enfática. As aulas prosseguem, durante este segundo semestre, na modalidade remota. A decisão quanto ao eventual retorno depende da aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CEPE da Universidade, que está programado para este segundo semestre na data de 04 e 05 de agosto de 2021. O último ocorreu em 29 de junho de 2021. A exceção é o curso de Medicina, da Unidade Universitária da UEMS de Campo Grande, que retornou as aulas presenciais na data de ontem, 02 de agosto.
Já em Dourados, em fevereiro de 2021, a UFGD adotou o Regulamento Acadêmico por Modalidades e Fases (RAEMF), no qual estão previstas três modalidades de ensino: não-presencial, presencial e híbrido. Conforme os dados da saúde pública nacional e regional, a UFGD pode se enquadrar em uma de quatro fases: verde, amarela, laranja e vermelha.
Na fase vermelha, as atividades de ensino devem ser não presenciais. De fevereiro até junho de 2021, a UFGD manteve a fase vermelha, indicando que apenas atividades não presenciais poderiam ser ofertadas. Para o próximo semestre, o CEPEC também aprovou fase vermelha, ou seja, até dezembro não há previsão de retomada presencial das aulas.






