Infectologista reforça coro por 3° dose em MS e com doses da Pfizer

Croda entende que o público prioritário para receber a terceira dose é os idosos; MS planeja começar ainda em agosto

BATANEWS/REDAçãO


Crédito: Divulgação PMCG

O infectologista e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Julio Croda reforçou o coro para a aplicação da terceira dose das vacinas contra a covid-19 em idosos que passam a ficar mais vulneráveis contra ondas e variantes da doença em Mato Grosso do Sul.

Para defender essa iniciativa, o infectologista explicou que o estado sul-mato-grossense está com a maior cobertura vacinal do país no que se refere ao processo do ciclo vacinal, que é perante a aplicação das duas doses das vacinas.

'No Brasil apenas 12% dos óbitos ocorreram em pessoas com esquema vacinal completo, 96% em maiores de 60 anos. No Mato Grosso do Sul, 28% dos óbitos ocorreram em pessoas com esquema vacinal completo', disse nas redes sociais.

Segundo Croda, o país apresenta um esquema completo em idosos de 90% e os óbitos em pessoas que não receberam a segunda dose estão acontecendo na faixa dos 30 a 59 anos. 'No Brasil, 6% dos óbitos são em menores de 29 anos e em Mato Grosso do Sul, 2%. Se tivesse que escolher um público prioritário não tenho dúvida que seria a terceira dose nos idosos'.

O infectologista ainda defendeu a possibilidade do Ministério da Saúde aplicar a Pfizer como dose do reforço. Para isso, Julio Croda explica que a população de idosos e imunossuprimidos apresentam menor resposta em termos de anticorpos neutralizantes.

'Precisamos de uma vacina que possa induzir uma maior resposta', indaga o profissional. Assim, revela que um estudo recente apontou que a vacina da Pfizer teve uma resposta maior nos anticorpos neutralizantes, conforme foi publicado na The Lancet.

Cerca de 93 pessoas colaboraram, 55% homens e com idade média de 36 anos. 'Imagine nos maiores de 60 anos', finalizou Croda.

Mato Grosso do Sul planeja iniciar a chamada 3° dose em idosos a partir desta sexta-feira (27), se tudo estiver no combinado. Para isso acontecer, um novo carregamento contendo novas doses de vacinas deve desembarcar nesta quinta-feira (26) e parte delas seriam destinadas ao início da aplicação.

A dose de reforço é um consenso no estado e a iniciativa é para melhorar a reação dos idosos diante do coronavírus e suas variantes, inclusive a Delta.

O secretário explicou que as doses de reforço serão aplicadas em idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde, mas como o carregamento não será suficiente para todos, a tentativa é dividir corretamente o número de doses.

Por isso, a tendência é que a vacinação começa em idosos acima dos 80 anos que tenham completado o seu ciclo vacinal há seis meses, ou seja, 31 de março deste ano.

TOP Mídia News/Vinicius Costa