Neta que cuidou da avó com Alzheimer por 12 anos da lição de amor

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Crédito: Razões para Acreditar

Paulinha Ribeiro Simoni, de Caconde (SP), cuidou por 12 anos, com todo amor e zelo da sua avó, dona Célia, que tinha Alzheimer.

Segundo o site Razões para Acreditar, Paulinha contou um pouco sobre a rotina de cuidados que tinha com a avó e como tem lidado com a partida dela desde então.

“Eu cuidei da minha avó por 12 anos. E eu acho que minha avó meio que caiu no meu colo assim, para eu conseguir superar a perda da minha mãe, porque ela foi embora com 55 anos, muito nova e eu tinha 20 anos. E a gente nunca teve pai. Meu pai morreu quando eu tinha 1 mês de vida”, contou a neta.

“Nós éramos muito ligados à minha mãe. E para falar a verdade, eu não sei como eu ia superar a morte dela, sabe? E aí, quando minha mãe faleceu, a minha avó ficou doente no mesmo mês. Toda a minha demanda já voltou para minha avó. Então meio que eu não senti o luto da minha mãe. Minha vó era como se fosse um bebê, sabe? Precisava de ajuda e cuidados constantes e diários. E eu sempre tive em mente tudo o que ela fez por mim e pela minha família, porque ela ajudava muito minha mãe, por minha mãe ser sozinha, né?”, relembra.

“Então, eu sentia que ela era como um filho, uma criança e um idoso ao mesmo tempo que precisava de cuidados, precisava de amor, precisava de carinho. E é sempre o que todo dia eu tentava passar para ela. Eu acho que nesses 12 anos, não teve um dia na minha vida que eu não falei pra ela ‘te amo, vó!’, ‘dorme com Deus e Nossa Senhora Aparecida, vó!’, ‘os Anjos da Guarda vão proteger a senhora”, diz a neta.

“Estava escrito para mim [que eu deveria] cuidar dela. Foi escrito por Deus, porque foi uma história muito linda, e eu acho que aprendi e aprendi demais com ela. Aprendi demais com essa relação, com esses cuidados… E ela sabia [apesar do Alzheimer] quem era eu, ela sabia minha voz, ela sabia que comigo estava segura, sabe? Nesses últimos meses, que minha avó já não falava mais, eu já dizia: ‘Oh, vó!’. Ela erguia as sobrancelhas, sabe? Nos últimos dias que eu sabia que ela estava mais ofegante… Eu passava a mão nela e falava: ‘Respira fundo, fica calma, eu estou aqui com a senhora”.