Esportes
Corinthians vai fazer o coração do torcedor sofrer até o fim do Brasileirão
A clássica marchinha de Silvio Santos pode retratar bem o que os torcedores sentem ao assistirem o desempenho do Timão na competição nacional, como no empate com o Fluminense
BATANEWS/REDAçãO GE
Permitam-me a licença poética. Cansado de sofrer, o coração corinthiano teve mais uma noite para esquecer neste sábado, no Maracanã, no empate sem gols contra o Fluminense, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Poupando titulares nos jogos válidos por copas, o Corinthians tinha como objetivo ser mais competitivo e sair das últimas posições do Brasileirão. Mas o que se tem visto é um time com rendimento melhor com os reservas do que com os titulares. O desempenho atual é ruim.
São cinco jogos sem vencer na competição colocada como prioridade.
O duelo contra o Fluminense era fundamental, tratado internamente como uma final, para começar uma reação e uma escalada na tabela. O empate não é de todo ruim, tirou o time momentaneamente do Z-4, mas ainda é muito pouco para mudar a atual perspectiva.
O atual Corinthians demonstra que vai brigar até as últimas rodadas contra o rebaixamento. A situação fica mais preocupante à medida que o tempo passa, que cada rodada termina.
O Timão entra em campo novamente na terça-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Bragantino, no segundo e decisivo jogo das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A vitória no jogo de ida, fora de casa, garantiu ao Timão a vantagem do empate.
Pelo Brasileirão, o próximo compromisso é diante do Fortaleza, no domingo (25), às 16h, no Castelão.
Mais notícias do Corinthians: + Atuações: Hugo Souza salva mais uma vez + Talles Magno é substituído com dores no joelho
Eu não sabia mais o que fazer…
A frase pode facilmente resumir a principal chance de gol do Corinthians no primeiro tempo. Pedro Raul recebeu lançamento, ia ganhando na velocidade do marcador, mas trocou a boa chance de finalizar no gol por reclamar de um puxão de Ignácio no lance. O árbitro nada marcou, Pedro Raul ficou sem a bola e com uma bronca de Ramón Díaz que queria ao menos o chute do centroavante.
Pouco inspirado, o Timão manteve a formação com três zagueiros e uma proposta de contra-atacar o Fluminense no Maracanã. Apesar de ter corrido poucos riscos na defesa - Hugo Souza fez uma grande defesa em cabeçada de Kauã Elias -, o Timão sofreu com a falta de criatividade do isolado Rodrigo Garro em seu meio de campo.
Matheus Bidu, mantido como titular na esquerda, não conseguiu repetir a boa atuação e fazer a dobradinha com Talles Magno. Outro que ganhou voto de confiança de Ramón, Pedro Raul não teve mais nenhuma chance além daquela em que preferiu trocar a finalização por uma possível falta.
O primeiro tempo terminou com o Corinthians tendo menos posse de bola, apenas três finalizações e a estratégia sem surtir efeito.
Doutor, eu não engano…
O diagnóstico parece ter ficado ainda mais claro no segundo tempo: o sofrimento promete durar até o fim do Campeonato Brasileiro se o desempenho atual for o parâmetro utilizado.
Ramón Díaz voltou do intervalo com Giovane no lugar de Talles Magno. Sem conseguir ensaiar qualquer pressão e criar chances perigosas ao gol de um Fluminense repleto de desfalques, o treinador argentino mudou mais uma vez.
Rodrigo Garro deixou o campo para a entrada de Wesley. Poucos minutos depois, o Corinthians conseguiu marcar em jogada que começou com desarme de Ryan, arrancada de Wesley e que terminou em finalização de Charles.
Na revisão do lance, o gol foi anulado por falta na origem da jogada.
Outras mudanças feitas por Ramón não surtiram efeito. Deixaram o campo Félix Torres, Matheus Bidu e Pedro Raul para as entradas de Igor Coronado, Hugo e Pedro Henrique. Nada mudou.
O Corinthians pouco criou e passou os minutos finais no Maracanã mais preocupado em não perder do que vencer um concorrente direto na parte de baixo da tabela.
Agora resta saber o quanto o coração corinthiano é capaz de aguentar até o fim do Brasileirão.






