Foco no acesso: os pontos que o Santos deve trabalhar para evitar nova crise e confirmar favoritismo

Peixe perdeu sequência invicta e liderança do Campeonato Brasileiro da Série B na última rodada; clube traça meta de desempenho para o segundo turno do torneio

BATANEWS/REDAçãO GE


Santos perde para o Avaí e deixa a liderança da série B

Depois de perder a liderança do Campeonato Brasileiro da Série B, o Santos trabalha para não deixar o elenco se abalar na luta pelo acesso e evitar uma nova crise.

Antes da sequência de dez jogos de invencibilidade, que foi interrompida no último sábado, o Peixe viveu seu momento de maior instabilidade na temporada, com quatro derrotas seguidas e risco até de demissão de Carille.

No último sábado, o Peixe foi derrotado em casa pelo Avaí e viu o Mirassol assumir a primeira colocação do torneio. Com 37 pontos, o time comandado por Fábio Carille está na segunda posição e tem quatro de vantagem para o Vila Nova, hoje quinto colocado e primeiro clube fora do G-4.

Veja os pontos que o Santos, que tem meta de desempenho traçada para o returno, precisa trabalhar para evitar uma nova crise e confirmar o favoritismo na Série B do Campeonato Brasileiro:

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Retomar a força em casa

A Vila Viva Sorte tem sido uma arma importante para o Santos na Série B. Na última sequência de dez jogos de invencibilidade, o Peixe teve cinco jogos como mandante, com quatro vitórias e um empate.

No entanto, o time deixou a desejar nas duas últimas vezes que atuou em casa. O empate contra o Sport fez com que o Santos perdesse o 100% de aproveitamento no estádio na Série B. Na última rodada, a equipe sofreu a primeira derrota na Vila Viva Sorte.

A casa santista foi determinante para o time afastasse a crise durante o primeiro turno e retomasse a liderança da Série B. Da mesma forma, será importante no returno visando as aspirações do Peixe na Série B. Para alcançar o objetivo de 81% de aproveitamento na Vila, a equipe precisa vencer oito dos próximos nove jogos no estádio.

Melhora do desempenho (e pontuação) fora de casa

No primeiro turno, o Santos somou 12 pontos, com três vitórias, três empates e quatro derrotas em dez partidas, com aproveitamento de 40%. Para o segundo turno, Carille projetou a conquista de 60% dos pontos, ou seja, o mínimo de cinco vitórias e um empate nos nove jogos longe da Vila Vila Sorte.

Entretanto, o time deixou a desejar na maioria das partidas nas casas dos rivais, seja em resultado ou desempenho. Em todos os jogos, a maneira como o time se portou foi alvo de críticas.

Nas últimas cinco partidas longe de casa, o Santos venceu duas e empatou três. Os resultados foram melhores, mas é preciso também apresentar uma evolução. Até porque, nos empates contra Vila Nova e CRB, o Peixe saiu na frente, mas permitiu a reação dos mandantes.

Manter o bom desempenho defensivo

O Santos tem a segunda melhor defesa da Série B ao lado de Mirassol e Avaí, com 15 gols sofridos, atrás do Operário-PR. Com Carille, o Peixe construiu uma base defensiva sólida com Gabriel Brazão, JP Chermont, Gil, Jair e Escobar, além dos volantes João Schmidt e Diego Pituca.

O sistema adotado conta também com o auxílio dos pontas Otero e Guilherme, que recuam para auxiliar na marcação.

Durante a sequência invicta, Gabriel Brazão chegou a ficar cinco jogos sem ser vazado. E o desempenho pode ser um diferencial a ser trabalhado pelo Peixe na reta final da Série B.

Chegada de reforços no ataque

Apesar de ter o melhor ataque da Série B, o Santos enfrenta problemas no setor, seja em relação ao meia armador, os pontas ou centroavante. O camisa 20, Giuliano, tem sofrido com lesões recentes. Decisivo quando está em campo, nos últimos sete jogos, o jogador desfalcou o Peixe em seis, além de precisar ser substituído ainda no primeiro tempo da partida restante.

Para isso, o Peixe foi buscar o meia-atacante Billy Arce. O equatoriano, que estava no Once Caldas, da Colômbia, pode atuar mais próximo do centroavante, diferentemente de Serginho, que tem substituído o camisa 20 e busca se movimentar mais pelos lados do campo.

Nas pontas, Carille tem Guilherme como a única certeza. Atuando pelo lado esquerdo, o camisa 11 é o artilheiro do Santos e líder em assistências na temporada. Já na direita, o Peixe sofreu com a oscilação de Otero durante o ano.

Jogadores como Pedrinho, Weslley Patati, Patrick e até Hayner foram testados pelos lados, mas sem convencer. Polivalente, Billy Arce também pode ser uma alternativa para a função, principalmente pelo lado esquerdo - o clube ainda busca acerto com Yusupha Nije, de 30 anos, que é natural de Gâmbia.

Para a função de camisa 9, o Santos tem hoje à disposição Julio Furch, Willian Bigode e Wendel Silva, reforço anunciado nesta segunda-feira que estava no Porto B e foi contratado por empréstimo.

Sintonia entre diretoria e comissão técnica

Para se evitar crises durante o percurso, o Santos também precisa diminuir os ruídos existentes entre diretoria e comissão técnica.

A relação entre a presidência e Fábio Carille apresentou sinais de desgaste durante o primeiro semestre, principalmente, no período em que o treinador foi sondado pelo Corinthians.

Recentemente, um dos pontos de atritos tem sido o meia Patrick. Na semana passada, o presidente Marcelo Teixeira revelou ter cobrado de Carille o motivo do meia não atuar se tem treinado normalmente, além de falar que o reforço foi um pedido do técnico santista.

Por outro lado, o treinador minimizou o pouco tempo que Patrick vem recebendo nos últimos jogos, disse contar com todo o elenco, e comentou que enxerga o jogador atuando em uma função mais parecida com a de Diego Pituca.