Palmeiras tem 'duas caras' em primeira derrota do ano e vê aumentar pressão por reforços

Verdão chegou a abrir o placar com Facundo Torres sobre o Novorizontino, mas caiu de rendimento e sofreu a virada com falhas defensivas; testes, porém, são realidade e não vão parar por resultado

BATANEWS/REDAçãO GE


Essa análise poderia ser escrita de forma completamente diferente não fossem os tempos opostos do Palmeiras na noite de sábado, na Arena Barueri. O Time B de Abel Ferreira dominou o Novorizontino no primeiro tempo, mas degringolou no segundo, abusou das falhas, levou a virada por 2 a 1 e viu parte da torcida elevar o tom da pressão neste início de temporada.

Uma pressão que está além do desempenho da equipe em si.

Há de se considerar o período de testes e retomada de ritmo do elenco, mas a insatisfação da torcida com as movimentações do clube no mercado cobram o preço da expectativa criada por reforços "nível A" em 2025. Não à toa, os gritos de "diretoria sem vergonha" ao fim da partida.

O Palmeiras contratou os atacantes Facundo Torres, Paulinho - que deve ser liberado em abril - e o volante Emiliano Martínez desde dezembro do ano passado. Tem a negociação por Andreas Pereira parada, e agora em tom pessimista, e perdeu Claudinho, que acertou com o Al-Sadd quando estava já trocando documentos com o Verdão.

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Em campo, o Palmeiras fez um primeiro tempo melhor do que quando enfrentou o Noroeste com escalação semelhante.

Encontrou as melhores chances nos lances iniciados com recuperação de bola, em que Allan virou destaque, e principalmente pela direita, com Mayke e Facundo Torres apostando na velocidade e se livrando da marcação. Foi do uruguaio o primeiro gol na partida.

Allan, por sua vez, novidade no time titular, entrou no meio com Aníbal e Veiga, teve forte chegada na área, foi quem mais roubou bolas - com cinco desarmes - e só não teve uma noite perfeita porque aos 19 do segundo tempo fez um pênalti besta em cima de Patrick. Ainda assim, se coloca como opção real para Abel Ferreira em 2025.

Ponto negativo desde o primeiro tempo esteve em velhos conhecidos do Verdão: a dificuldade de criação pelo lado esquerdo, com Caio Paulista sumido, e a inoperância do centroavante - função dessa vez desempenhada por Flaco López. Poderia ter ampliado o placar para dar mais segurança após o gol de Facundo e não o fez.

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No segundo tempo, os problemas se intensificaram - com uma queda de rendimento exponencial após o pênalti cometido por Allan, e sem qualquer esboço de reação, resultando em seguida no gol de bola rolando que passou por falhas de marcação de Caio Paulista e Mayke. As mudanças vieram já sem conseguir retomar o ânimo do time.

A primeira derrota da temporada expõe uma equipe em oscilação, ciente de que não pode perder jogos como esse, em que há ampla diferença técnica, mas também está longe de mostrar novidades.

O revezamento de escalações é uma realidade e não será interrompido por conta do resultado, como Abel Ferreira faz questão de deixar claro. Restará ao treinador saber administrar o equilíbrio entre os testes para formação de elenco e a cobrança da torcida por resultado.