Diretoria discorda de punição da Conmebol em caso Luighi e diz que acionará a Fifa

Verdão diz ser insuficiente as punição ao clube paraguaio por atos racistas

BATANEWS/REDAçãO GE


O Palmeiras emitiu uma nota oficial, neste domingo, discordando da decisão da Conmebol em relação às punições ao Cerro Porteño pelos atos racistas sofridos pelo atacante Luighi, na última quinta-feira, pela Conmebol Libertadores.

– A Sociedade Esportiva Palmeiras discorda com veemência das punições extremamente brandas aplicadas pela CONMEBOL ao Cerro Porteño-PAR em razão dos ataques racistas sofridos por nossos atletas em jogo disputado pela Libertadores Sub-20, na quinta-feira (6), em Assunção, no Paraguai – diz parte da nota.

– Com exceção da medida educativa adotada (campanha antirracista nas redes sociais do clube infrator), tratam-se de penas inócuas diante da gravidade dos fatos ocorridos e, portanto, insuficientes para combater os reiterados casos de discriminação racial no futebol sul-americano – diz outro trecho (leia a íntegra no fim da reportagem).

O clube paraguaio recebeu uma multa no valor de 50 mil dólares (cerca de R$ 288 mil) a serem pagos no prazo de 30 dias a partir da notificação. O Cerro Porteño também está proibido de ter a presença torcedores nos duelos da equipe durante a Libertadores sub-20.

A Conmebol ainda exigiu que o clube terá que "publicar nas redes sociais oficiais uma campanha de comunicação de conscientização contra o racismo, durante a duração da Conmebol Libertadores Sub-20 Edição 2025".

As punições ainda cabem recurso.

As multas acontecem depois que um torcedor imitou um macaco na direção do jogador, que se revoltou, deixou o campo chorando e desabafou em entrevista depois da partida, quando foi questionado por um repórter sobre como foi o jogo. Ele também sofreu uma cusparada enquanto se dirigia ao banco de reservas.

Leia a nota na íntegra

A Sociedade Esportiva Palmeiras discorda com veemência das punições extremamente brandas aplicadas pela CONMEBOL ao Cerro Porteño-PAR em razão dos ataques racistas sofridos por nossos atletas em jogo disputado pela Libertadores Sub-20, na quinta-feira (6), em Assunção, no Paraguai.

Com exceção da medida educativa adotada (campanha antirracista nas redes sociais do clube infrator), tratam-se de penas inócuas diante da gravidade dos fatos ocorridos e, portanto, insuficientes para combater os reiterados casos de discriminação racial no futebol sul-americano.

As sanções ao Cerro Porteño, em vez de servirem ao propósito de coibir um problema seríssimo, na prática demonstram a conivência das entidades com um crime que vem se repetindo incessantemente, bem como a falência de um sistema penal incapaz de punir com o rigor necessário os crimes de racismo cometidos dentro de campo e nas arquibancadas.

O Palmeiras reitera que acionará as entidades máximas do futebol mundial e levará o episódio às últimas instâncias para que o futebol sul-americano possa, enfim, tornar-se um ambiente de tolerância zero ao racismo.

As lágrimas do atacante Luighi não serão em vão!