Bastidores: o que Leila disse a Abel, e ele não revelou, antes de Palmeiras x Botafogo na Copa

Técnico estava frustrado com atuação e as próprias escolhas diante do Inter Miami, mas ouviu da presidente reforço de confiança e que não ficasse preso àquela má atuação

BATANEWS/GE


Foto: Divulgação

Não vou dizer o que Leila me disse depois do jogo do Inter Miami. Mas é uma sorte um treinador como eu ter uma presidente como ela. Por isso gosto tanto do Palmeiras.

Foi o que disse Abel Ferreira, no último sábado, ao responder sobre como lida com as críticas, após vencer o Botafogo, por 1 a 0, e classificar o Verdão às quartas de final da Copa do Mundo de Clubes. Mais um indicativo, aliás, de sua propensão a renovar contrato até o fim de 2027. Mas afinal, o que disse a presidente ao treinador?

A conversa aconteceu após o empate por 2 a 2 com o Inter Miami, na última rodada da fase de grupos da Copa.

O resultado selou a classificação do Palmeiras como líder do Grupo A, pegando o Botafogo em vez do Paris Saint-Germain no chaveamento. Mas o time havia apresentado seu pior desempenho até ali na competição, chegando a sofrer dois gols e cair para segundo do grupo antes de buscar o empate.

Abel, portanto, estava frustrado com a exibição do time no primeiro tempo e com as próprias escolhas táticas na partida. Ele chegou a reconhecer, inclusive, em coletiva, que não conseguiu "ajudar seus jogadores" no início do jogo.

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Leila, no lugar de cobrança por desempenho, disse ao técnico que continuava a ter total confiança em seu trabalho e no da comissão, ressaltou que o clube cumprira o objetivo de avançar às oitavas como líder do grupo e que ele não ficasse preso àquela má atuação contra o Inter Miami.

Vamos olhar para frente – disse a dirigente ao técnico, projetando o confronto decisivo com o Botafogo que aconteceria cinco dias depois.

Na Filadélfia, o Palmeiras enfrentou o Botafogo sendo melhor durante os 90 minutos, mas empatou no tempo regulamentar e conseguiu a vitória nos acréscimos, fazendo 1 a 0 com golaço de Paulinho que, mesmo com Gómez expulso, garantiu a classificação às quartas de final.

Foi em meio a esse contexto que o treinador respondeu a uma pergunta sobre o quanto de críticas ele pega de fora do clube para analisar as próprias decisões.

Não pego nada. Treinadores, especialistas, eu ouço. Mas me dá energia, preciso dessa gasolina para despertar meu espírito competitivo. Opiniões são opiniões e gosto de ouvir, porque me alimentam como competidor – compartilhou o treinador.

Em vez de valorizar aquilo que tem, é o contrário. Parece que querem afugentar. Por isso que às vezes penso: será que vale a pena continuar? Pelo Palmeiras, sim. Pelas pessoas com quem trabalho, sim. Pela minha família, sim. Pelo resto? Coloco muitas dúvidas se vale. Mas por aquilo que vivo dentro do Palmeiras, não vou encontrar em lugar nenhum.

Joguei em poucos clubes, mas esse é um clube que cuida, protege e que nos ajuda a crescer – completou, exatamente antes da frase que revela, sem detalhes, a existência de uma fala da presidente.

Agora, com a classificação assegurada, tem quase uma semana completa para abastecer a gasolina e voltar a campo, às 22h da sexta-feira, contra o Chelsea, tentando chegar entre os quatro melhores do mundo na Copa.