Agronegócios
Farelo de soja mantém queda em julho enquanto óleo segue em alta
Excesso de oferta mundial pressiona subproduto, mas demanda firme sustenta valorização do óleo de soja e impulsiona óleo de palma.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
BATANEWS/OPR
O mercado de derivados da soja registrou em julho movimentos opostos nos principais produtos. O farelo acumulou a sexta queda mensal consecutiva na Bolsa de Chicago, sem encontrar espaço para reação, enquanto o óleo manteve trajetória de valorização, refletindo a firmeza da demanda global.
De acordo com o Itaú BBA Agro, o farelo recuou 6,2% em julho frente a junho, negociado abaixo de US$ 269 por tonelada. O aumento do esmagamento em diversas regiões do mundo tem gerado oferta acima da demanda, ampliando a pressão baixista. No Brasil, a desvalorização foi semelhante, de 6,1% no período, com impacto adicional da concorrência argentina, que comprime prêmios no mercado doméstico.
Já o óleo de soja segue em direção oposta. Em Chicago, o produto valorizou 9% em julho, alcançando US$ 0,5229 por libra-peso, quarta alta mensal seguida. No mercado interno, os preços também reagiram após dois meses de queda: em Mato Grosso, a tonelada foi cotada a R$ 5.955, alta de 4%. A expectativa de maior demanda, impulsionada pela entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) a partir de agosto, contribuiu para o movimento.
O óleo de palma, que vinha pressionado pelo aumento da produção na Malásia, também encontrou suporte na valorização do óleo de soja, encerrando julho com alta de 3%, a US$ 1.005 por tonelada.
As exportações brasileiras de derivados reforçam o cenário. Entre janeiro e julho, o país embarcou 14 milhões de toneladas de farelo, 5% acima do mesmo período de 2024. Já as vendas externas de óleo somaram 1 milhão de toneladas no acumulado, alta de 16,5% frente ao ano passado.



