Agronegócios
Exportação da agropecuária sobe no ano, puxada por soja e carnes
BATANEWS/BRASILAGRO
Asafra recorde de grãos deste anoe obom desempenho da pecuáriavêm garantindo uma evolução de 7% nas receitas dabalança comercialdo setor agropecuário nos cinco primeiros meses deste ano. No mês passado, com a continuidade das exportações de soja e de carnes, as vendas externas foram 10% superiores às de igual período do ano anterior, segundo dados da Secex (Secretaria deComércio Exterior).
Asafra de 180 milhões de toneladas de sojajá permitiu ao país colocar 55,1 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado externo de janeiro a maio, 7% a mais do que em igual período do ano passado. As receitas subiram para US$ 22,9 bilhões, com aumento de 14,5%. Farelo e óleo de soja também têm melhor desempenho. Juntos já renderam US$ 11,3 bilhões, elevando o total das exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) para US$ 34,2 bilhões.
As carnes, como ocorreu no início de 2025, iniciaram o ano com perspectivas de um desempenho fraco, mas não é o que ocorre. As receitas do setor já atingem US$ 14 bilhões até maio, com evolução de 25% sobre as do ano passado. Só acarnebovina já rendeu US$ 7,3 bilhões, 38% a mais do que em 2025. AChinacontinua sendo o principal destino do produto brasileiro, mas o país asiático poderá receber um volume menor nos próximos meses. A cota de 1,1 milhão de toneladas sem taxa adicional de 55% do Brasil está esgotada, e o produto fica mais caro para os consumidores.
As exportações são puxadas, ainda, por algodão e frutas, mascafée açúcar perdem participação no mercado. O café, com a perspectiva de uma safra recorde de pelo menos 66 milhões de sacas no país, perde preço no mercado externo. Com isso, as receitas com as exportações recuaram para US$ 5 bilhões até maio, 20% a menos do que as de janeiro a maio de 2025.
As alterações de preços no mercado externo do açúcar também reduzem as receitas brasileiras. As vendas externas superam 9 milhões de toneladas, mas as receitas recuam para US$ 3,3 bilhões, com queda de 25% no acumulado do ano.
Já as importações de produtos referentes aoagronegócioapontam queda. As despesas com o trigo, líder nos gastos brasileiros com grãos, recuaram para US$ 504 milhões, 26% a menos. Houve queda também nas importações de agrotóxicos, tanto no volume como nas despesas. A demanda brasileira por esses produtos foi de 251 mil toneladas até agora, com gastos de US$ 1,35 bilhão.
A importação de fertilizantes não teve muita alteração no volume, que atingiu 15 milhões de toneladas no ano, mas a elevação dos preços, devido àguerra no Oriente Médio, fez o país gastar US$ 5,6 bilhões, 12% a mais.Rússiae China forneceram 3 milhões de toneladas deste insumo cada uma para o Brasil.
Mosca varejeira está chegando
No início do ano, os americanos estavam preocupados porque a chamada mosca varejeira do novo mundo estava a 360 km dosEstados Unidos. Em abril, eram 145 km, e as informações mais recentes já indicam a presença do inseto a apenas 40 km do país.
A mosca se aproxima do Texas, uma região importante para a pecuária dos Estados Unidos. O inseto causa profundos ferimentos no animal, deposita seus ovos e pode levá-lo à morte.
O governo dos Estados Unidos diz que está produzindo 100 milhões de moscas estéreis por mês para diminuir o perigo. A presença da mosca seria mais um golpe no rebanho americano, que vem sendo reduzido há sete décadas (Folha, 4/6/26)



