Pai é preso condenado a 20 anos por abusar da filha durante três anos

Vítima tinha cinco anos quando os crimes começaram; mandado foi cumprido em Terenos

BATANEWS/CGNEWS


Fórum Heitor Medeiros, onde ocorre a audiência de custódia do homem condenado a 20 anos de prisão por abusar sexualmente da própria filha (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Pai condenado a 20 anos de prisão por abusar sexualmente da própria filha foi preso na noite de sexta-feira (28), no distrito de Ponte do Grego, em Terenos (MS). O homem, de 62 anos, era alvo de mandado de prisão expedido após o encerramento definitivo do processo. Ele passou por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (31).

Segundo o processo, os abusos ocorreram entre 2013 e 2016, quando a vítima ainda era criança e estava sob a guarda legal do pai. Os crimes teriam acontecido diversas vezes dentro da residência onde eles moravam, no bairro Jardim Colúmbia, em Campo Grande.

A vítima, que hoje tem 18 anos, relatou que passou a morar com o pai aos cinco anos e que os abusos começaram a partir desse período. Segundo consta no processo, ele praticava sexo oral na menina e outros atos libidinosos, além de dar presentes para agradá-la e pedir que mantivesse os abusos em segredo.

O caso veio à tona depois que a criança, durante uma visita à casa da mãe, contou o que acontecia a uma prima. A informação foi repassada a familiares e chegou à mãe da vítima, dando origem à denúncia. Após tomar conhecimento dos relatos, a mãe não permitiu que a filha retornasse à casa do pai e solicitou medida protetiva. Na ocasião, informou que ele era agressivo e continuava ligando para que a menina voltasse para casa.

A denúncia criminal foi apresentada em janeiro de 2022. Em outubro de 2024, o homem foi condenado a 20 anos de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil. Apesar da condenação, ele recebeu o direito de recorrer em liberdade.

A defesa recorreu da sentença, mas o recurso foi rejeitado em março de 2025. Em seguida, apresentou Recurso Especial, que teve o prosseguimento negado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em maio daquele ano.

A defesa ainda apresentou agravo, levando o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). O recurso também foi rejeitado e a condenação transitou em julgado em fevereiro de 2026, quando não havia mais possibilidade de recurso.

No mês seguinte, a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão para o início do cumprimento da pena. O condenado foi localizado e preso cinco meses depois, no distrito de Ponte do Grego, em Terenos.