Soja registra nova alta e chega a R$ 160,87 em Paranaguá

Valorização ocorre em meio às incertezas climáticas e à menor disposição dos produtores para fechar grandes volumes.

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A soja registrou valorização no início de setembro, após a alta observada em agosto. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento ocorre em meio às incertezas sobre os possíveis impactos do El Niño na safra 2026/27, à maior demanda asiática pela soja norte-americana e à intensificação dos conflitos no Oriente Médio.

No mercado brasileiro, produtores aguardam um volume maior de chuvas para iniciar as atividades de campo da safra 2026/27. De acordo com o Cepea, esse cenário reduziu a disposição dos produtores para realizar negociações envolvendo grandes volumes.

A alta dos preços no mercado nacional, porém, foi limitada pela menor demanda externa pela soja brasileira. Segundo o Cepea, esse comportamento é comum neste período, com a aproximação da entrada da safra norte-americana.

Mesmo com a redução da demanda externa, as exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 89,86 milhões de toneladas de janeiro a agosto de 2026, o maior volume registrado para o período.

No indicador Cepea/Esalq Paranaguá, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 160,87 em 4 de setembro, alta de 0,46% no dia e de 0,90% no mês. Em 31 de agosto, o valor era de R$ 159,44.

No indicador Cepea/Esalq Paraná, a saca fechou 4 de setembro a R$ 152,10, com alta de 0,28% no dia e de 0,52% no mês. Em 31 de agosto, o preço registrado era de R$ 151,31.