Defesa afirma que delegado entrou em investigação por falha de comunicação entre instituições

Advogado sustentou que não existem provas de envolvimento de Guilherme Scucuglia no esquema de desvio de drogas de delegacias

BATANEWS;DOURADOS INFORMA


O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, alvo de mandados de busca nesta semana (Foto: Campo Grande News) 

O delegado Guilherme Scucuglia Cezar teria sido incluído na investigação da Operação Infiltrados por um desencontro de informações entre instituições, segundo afirmou o advogado José Roberto da Rosa, responsável pela defesa do policial. O delegado foi alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da operação, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Durante coletiva de imprensa, o advogado sustentou que não existem provas de envolvimento do delegado no esquema de desvio de drogas de delegacias. Segundo ele, Guilherme havia sido encaminhado a Dourados justamente para apurar possíveis irregularidades na unidade policial e repassar informações à cúpula da Polícia Civil.

A defesa também afirmou que a citação ao nome do delegado ocorreu em uma conversa entre suspeitos de tráfico, que mencionavam a existência de um suposto “delegado cabeludinho' dentro da delegacia. Conforme o advogado, as buscas realizadas na residência e nos locais de trabalho do servidor não resultaram na apreensão de materiais de interesse da investigação.

A Justiça, por sua vez, negou o pedido de prisão preventiva e autorizou apenas os mandados de busca e apreensão. A defesa espera que o procedimento seja arquivado em relação ao delegado.

A segunda fase da Operação Infiltrados foi deflagrada na quinta-feira (5), com quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu (PR).

A investigação apura o suposto envolvimento de policiais civis no desvio de entorpecentes apreendidos e armazenados em delegacias. Entre os fatos investigados está o desaparecimento de mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ter sido incinerados em setembro de 2025, mas teriam retornado ao tráfico.

(Com informações do Campo Grande News)