Suárez conta como tem ajudado Darwin e vê pressão exagerada no Brasil: "Exigem muito do jogador"

Atacante atuou no Brasil na temporada passada, sendo vice-campeão brasileiro pelo Grêmio

BATANEWS/GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


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Hoje jogador do Inter Miami, Luis Suárez viveu de perto o futebol brasileiro na temporada passada. Com a camisa do Grêmio, foi vice-campeão brasileiro, marcou 29 gols e deu 17 assistências em 54 partidas. Neste sábado, às 22h, revê o Brasil como adversário, nas quartas da Copa América.

Principal referência do futebol uruguaio, o atacante de 37 anos disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira que vê uma pressão exagerada em cima dos jogadores no futebol brasileiro.

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– Estive um ano no Brasil e vi que se exige muito do jogador brasileiro e da seleção. Como estrangeiro, o que vivi foi a pressão que eles têm. Às vezes jogam neles uma bagagem do passado. Nós que estivemos ou estamos no Brasil podemos contribuir na parte psicológica e anímica, embora o Uruguai tenha que fazer o seu jogo, ser contundente e ditar o ritmo, que será fundamental na hora de definir.

Hoje reserva na seleção de Marcelo Bielsa, Suárez tem tentado ser para Darwin Núñez o que outros jogadores foram para ele no passado. O jogador do Liverpool, de 25 anos, tem dois gols no torneio.

– Sei o quão importante foi quando tive comigo o Loco Abreu e o Forlán, que foram ídolos e referências para mim. Mesmo quando não jogava, Loco era o primeiro a me apoiar, foi um extra de motivação. Tem que ser uma motivação para Darwin (Núñez) ser a referência ofensiva e continuar neste nível. Tento ajudá-lo porque já estive na situação e na idade dele.

Próximo de uma aposentadoria do futebol, Suárez conta que tem se divertido com a relação com os jogadores mais jovens. O volante Manuel Ugarte, do PSG, nasceu em 2001. Seis anos depois, em 2007, Suárez já estreava com a camisa da seleção uruguaia.

– Imagino a emoção de quem é titular e me viu no auge. Posso imaginar as cabeças, porque vivi isso da mesma forma e foi algo maravilhoso (...) À medida que você envelhece, jogando muito ou pouco, você aproveita porque aquela chama do futebol vai se apagando aos poucos e curtir isso com o grupo é maravilhoso, principalmente pela forma como me tratam – destacou.