Palmeiras tem risco de pior público do ano após xingamentos da torcida e protestos no Allianz Parque

Alvo de vaias durante eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil, Verdão volta ao estádio pela primeira vez às 16h deste domingo, contra o Ceará, pela 19ª rodada do Brasileiro

BATANEWS/REDAçãO GE


Foto: Divulgação

Quatro dias após a eliminação para o Corinthians nas oitavas da Copa do Brasil, o Palmeiras reencontra a torcida às 16h deste domingo, no Allianz Parque, sob a perspectiva de público baixo e novos protestos no estádio.

Corre o risco ainda de ter o pior público do ano em casa: 6.600 ingressos haviam sido vendidos na parcial de sexta-feira, única divulgada pelo clube até esta publicação.

As faixas penduradas em frente ao Portão A são exemplos disso. As três primeiras colocadas ainda na noite de quarta-feira, com os dizeres "cabeça vazia, fralda cheia, time cagão", ironizando o lema de Abel Ferreira, a segunda com "fora, Abel", e a terceira "presidente inexistente, diretoria incompetente".

Uma quarta última apareceu na manhã de sábado, dizendo "Paciência é o c******! Acabou a paz", em referência ao pedido de Leila Pereira durante coletiva de apresentação do reforço Khellven, na sexta-feira.

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As frases dão o tom do nível de insatisfação de parte da torcida, que terminou o Dérbi cantando xingamentos a Abel, Anderson Barros, Leila e aos atletas.

O movimento partiu principalmente da maior organizada do Alviverde, que é rompida com o clube, e chegou a ter adesão de outros setores inicialmente. Em outros momentos, porém, parte da torcida vaiou os xingamentos.

Isso acontece enquanto o Palmeiras tem uma boa campanha no Brasileiro, com 33 pontos em terceiro lugar, sendo quatro atrás de Flamengo e Cruzeiro, que têm mais jogos disputados. Mas não sem razão para parte da torcida.

As cobranças vinham escalonando pelo planejamento das contratações, ainda sem uma reposição para a saída de Richard Ríos, e se intensificou com a eliminação para o rival, sendo o segundo ano seguido caindo nas oitavas da Copa do Brasil.

Abel Ferreira caiu contra o CRB na 3ª fase em 2021, São Paulo nas oitavas em 2022 e nas quartas em 2023, para o Flamengo nas oitavas em 2024 e Corinthians na mesma etapa agora em 2025.

Vaiado pela torcida quando o Palmeiras estava atrás do placar, Abel aplaudiu as vaias e após a partida disse não se tratar de ironia, mas de um pedido por apoio.

– Registrei, ouvi e em momento algum ironizei. Sempre pedi apoio, é o que espero mesmo em momentos difíceis. Perdemos um jogo contra um rival, que pouco ou nada ganhou desde que cheguei aqui – afirmou.

Foi perguntado se o ocorrido o faz repensar a proposta de renovação de contrato, do fim de 2025 para até dezembro de 2027, mas disse que não é o momento de falar sobre isso. Enquanto Leila e Anderson Barros reiteraram o desejo pela ampliação de vínculo do treinador.

A partida deste sábado, portanto, ganhou ares importantes, não só por auxiliar na pontuação do Palmeiras na disputa pelo título brasileiro, mas também para amenizar o clima de protestos que ronda o clube.

Especialmente às vésperas de mais uma decisão, pois após o Ceará a equipe embarca para Lima, no Peru, onde enfrenta o Universitário pelo confronto de ida das oitavas da Conmebol Libertadores.