Moraes dá prazo de 48 horas para o Exército entregar as armas de Bolsonaro à PF

Na sexta-feira 3, o ministro decidiu autorizar a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente mesmo após uma arma dele ter sido encontrada com um militar em uma blitz

MAIARA MARINHO


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira 6 que o comandante do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília entregue as armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Superintendência da Polícia Federal no prazo de até 48 horas.

Na última sexta-feira 3, a defesa do ex-mandatário havia informado ao ministro que, das dez pistolas registradas em seu nome, oito estão sob posse do Exército e duas sob custódia da PF. Diante disso, Moraes solicitou que a corporação militar confirme se os armamentos citados estão de fato sob sua guarda.

O arsenal do ex-presidente que, segundo a defesa, está armazenado pelo Exército conta com cinco pistolas, duas espingardas e um fuzil. O material foi retido após cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente, por ordem do próprio Moraes.

Após o encerramento do período de três meses concedido a Bolsonaro para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, o ministro do Supremo passou a analisar se houve violação de alguma medida cautelar. Dias antes do término desse intervalo, uma pistola de propriedade do ex-presidente foi encontrada no carro de um militar responsável por sua segurança, durante uma blitz.

O agente informou aos policiais que portava o armamento para realizar um reparo. Em decorrência do episódio, a Polícia Civil do Distrito Federal instaurou um inquérito e concluiu que o ex-presidente não teve responsabilidade no ocorrido, mas indiciou o militar. Na nova decisão que autorizou a permanência de Bolsonaro no regime domiciliar, Moraes não estipulou um prazo para nova análise.