Agricultura
Milho recua no mercado brasileiro com menor demanda dos compradores
Indicador Esalq/BM&FBovespa cai para R$ 69,51 por saca e acumula baixa de 1,03% em setembro.
BATANEWS/OPR
As cotações do milho voltaram a recuar em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. O movimento ocorre em meio ao afastamento de parte dos compradores brasileiros do mercado, que avaliam ter estoques suficientes para atender à utilização no curto prazo.
No Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa, a cotação fechou a segunda-feira (14) em R$ 69,51 por saca de 60 quilos, queda de 0,37% no dia. Com o resultado, o indicador acumula baixa de 1,03% em setembro. Na última sexta-feira (11), o valor estava em R$ 69,77 por saca.
Segundo pesquisadores do Cepea, a menor participação dos compradores nas negociações aumenta a pressão sobre as cotações. Parte desses agentes, conforme o Centro de Pesquisas, considera que as aquisições realizadas anteriormente são suficientes para atender à demanda no curto prazo.
A oferta mais restrita, porém, tem limitado a intensidade das quedas. Parte dos produtores domésticos segue restringindo a comercialização, de olho nas condições climáticas previstas para os próximos meses e na valorização da paridade de exportação.
Além da comercialização, os produtores concentram esforços nas atividades de campo. Entre elas estão a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra de verão 2026/27.
Indicador O movimento de baixa vem sendo observado ao longo dos últimos pregões. Em 8 de setembro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa estava em R$ 70,90 por saca, com alta de 0,95% acumulada no mês. Desde então, a referência recuou para R$ 69,51.
Na comparação diária, foram quatro quedas consecutivas entre 09 e 12 de setembro, com a cotação passando de R$ 70,52 para R$ 69,77. Nesta segunda-feira, o indicador voltou a cair, para R$ 69,51.
O cenário combina, portanto, menor demanda imediata por parte de compradores e restrição da oferta pelos vendedores, mantendo o mercado do milho pressionado, mas com espaço limitado para quedas mais acentuadas.






